Vicenthe Delgado vive Dodô, artista sensível em Lá na Minha Terra

Vicenthe Delgado vive Dodô, artista sensível em Lá na Minha Terra

Vicenthe Delgado integra a nova geração de personagens de Lá na Minha Terra, próxima novela das seis da Globo. Na trama criada e escrita por Mario Teixeira, o ator interpreta Teodomiro Madeira, o Dodô, filho do meio de Rosenda. Tímido, reservado e observador, o rapaz encontra na arte uma maneira de expressar tudo aquilo que dificilmente coloca em palavras.

Dodô (Vicenthe Delgado) cresceu em Lavra Seca ao lado dos irmãos Maria Lina, Damaso, Brícia e Águeda. Assim como eles, foi criado principalmente pela mãe, Rosenda (Dira Paes), depois que Severino (Daniel de Oliveira) partiu para São Paulo há mais de 15 anos e desapareceu.

No entanto, cada filho lidou de maneira diferente com essa ausência. Enquanto Damaso desenvolveu uma personalidade mais dura e Maria Lina transformou a saudade do pai em uma busca constante por respostas, Dodô se voltou para dentro. Dessa forma, a sensibilidade se tornou uma das principais características do personagem.

Dodô transforma sentimentos em arte

Lina (Arianne Botelho) e Dodô (Vicenthe Delgado).

Barro e argila fazem parte diretamente do universo de Dodô. O jovem é artista e utiliza as próprias criações para organizar emoções, pensamentos e inquietações que nem sempre consegue verbalizar.

“Dodô é um artista, então sente tudo e está sempre inventando arte com seus sentimentos”, explica Vicenthe Delgado.

Além disso, essa capacidade de observar faz dele uma figura importante dentro da família Madeira. Embora fale pouco, Dodô costuma ser preciso quando decide se posicionar. Por isso, os irmãos encontram nele alguém disposto a escutar sem ocupar imediatamente o espaço com julgamentos ou respostas.

“Ele é o ouvinte da família Madeira, o confidente dos irmãos, e é inquieto com os próprios pensamentos”, completa o ator.

Assim, o personagem se diferencia dos demais filhos de Rosenda justamente pela maneira como reage aos conflitos. Em vez de enfrentar o mundo pela força, como Damaso, ou pela determinação prática de Maria Lina, Dodô transforma a própria inquietação em criação.

Ausência de Severino também marca o filho do meio

A história da família Madeira começa com uma ferida que permanece aberta. Rosenda criou os cinco filhos depois que Severino deixou Lavra Seca e desapareceu em São Paulo. Mesmo depois de tantos anos, porém, ela continua acreditando que o marido está vivo.

Enquanto isso, os filhos cresceram carregando as consequências dessa ausência. Dodô, portanto, pertence a uma geração da família que praticamente construiu sua identidade sem a presença cotidiana do pai.

Ao mesmo tempo, Rosenda garantiu aos filhos conhecimento sobre a terra e condições para buscarem a própria independência. Experiente na criação de gado, a matriarca vive como pequena pecuarista nas terras da Fazenda Canto Sereno, propriedade de Almerindo Mourão (Mateus Solano).

Por sua vez, Almerindo é apaixonado por Rosenda. Ela gosta dos cortejos do fazendeiro, mas ainda se sente emocionalmente ligada ao marido desaparecido. Dessa maneira, a espera por Severino não afeta apenas a vida amorosa da protagonista, mas também continua atravessando a relação dela com os filhos.

Família Madeira está no centro da novela

Dodô ainda divide a casa com personalidades bastante diferentes. Maria Lina (Arianne Botelho) é valente, trabalha com um pequeno rebanho de cabras e nunca desistiu de procurar notícias do pai. Já Damaso (Miguel Rômulo) é um vaqueiro habilidoso, mas enfrenta dificuldades nas relações pessoais.

Brícia (Jessica Marques), por outro lado, foi acolhida ainda pequena por Rosenda e se tornou professora, além de ajudar nas contas da casa. Por fim, Águeda (Carol Pinheiro) é a caçula, uma adolescente inteligente, valente e dona de personalidade forte.

Nesse núcleo, Dodô ocupa justamente o lugar daquele que observa antes de agir. Por isso, sua arte e sua relação de confiança com os irmãos podem transformá-lo em um ponto de equilíbrio dentro de uma família que terá de enfrentar novas revelações sobre o próprio passado.

Lá na Minha Terra tem direção artística de Allan Fiterman e parte da família de Rosenda Madeira para desenvolver uma história sobre amor, fé, pertencimento e os vínculos que permanecem mesmo depois de anos de ausência.

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