Nosso compromisso com a informação
O Bastidores da Televisão acredita que informação de qualidade deve ser precisa, independente, plural, compreensível e oferecida ao público com agilidade e responsabilidade.
Desde 2012, acompanhamos as transformações da televisão, do entretenimento e da maneira como o público consome informação. Nascemos no ambiente digital e crescemos junto com ele. Por isso, entendemos que o jornalismo contemporâneo não acontece apenas no momento da publicação de uma notícia: ele começa na observação da sociedade, passa pela apuração dos fatos e continua na repercussão, na atualização e no diálogo com o público.
Televisão, streaming, redes sociais, mecanismos de busca e novas plataformas modificaram profundamente a circulação das informações. A velocidade aumentou. O volume de conteúdo aumentou. A possibilidade de qualquer informação alcançar milhões de pessoas em poucos minutos também aumentou.
A responsabilidade de quem publica, portanto, tornou-se ainda maior.
Os Princípios Editoriais do Bastidores da Televisão estabelecem os valores que devem orientar nossa atuação jornalística independentemente da plataforma, formato, assunto ou velocidade exigida pela cobertura.
Nosso compromisso fundamental é com o público.
A informação deve chegar rapidamente, mas deve chegar corretamente.
1. Precisão acima da velocidade
O Bastidores da Televisão tem a agilidade como uma característica de sua atuação digital. Sabemos que uma informação relevante pode surgir e ganhar repercussão em poucos minutos.
Ser rápido, entretanto, não significa publicar primeiro a qualquer custo.
Entre publicar primeiro e publicar corretamente, a precisão prevalece.
Uma informação não deve ser apresentada como fato apenas porque está circulando amplamente nas redes sociais, foi publicada por outro veículo ou alcançou grande volume de buscas.
Antes da publicação, buscamos verificar elementos fundamentais da notícia, como nomes, datas, locais, declarações, contexto, números e demais informações objetivas.
Quanto maior a gravidade ou o potencial de repercussão de uma informação, maior deve ser o cuidado empregado em sua apuração.
A velocidade é um atributo importante do jornalismo digital. A precipitação não é.
2. Rigor na apuração
Toda informação jornalística deve ser submetida a um processo de verificação compatível com sua natureza e relevância.
Sempre que possível, o Bastidores da Televisão procura recorrer a fontes primárias: entrevistas, documentos, comunicados oficiais, representantes diretamente envolvidos, assessorias de imprensa, decisões judiciais, bases públicas, transmissões, gravações, materiais audiovisuais e informações divulgadas oficialmente por empresas, emissoras, plataformas e instituições.
Informações obtidas por meio de terceiros devem ser avaliadas considerando a confiabilidade da fonte e a possibilidade de confirmação independente.
Uma publicação anterior de outro veículo pode servir como fonte jornalística, desde que devidamente atribuída quando necessário. Ela não elimina, entretanto, a responsabilidade do Bastidores da Televisão pela informação que decide reproduzir.
Rumores não devem ser transformados em fatos.
Suposições não devem ser apresentadas como certezas.
Alegações devem ser identificadas como alegações enquanto não forem comprovadas.
Quando uma informação relevante ainda não puder ser confirmada de maneira independente, essa limitação deve ser apresentada ao público sempre que sua publicação for jornalisticamente justificável.
3. Imparcialidade e independência editorial
O Bastidores da Televisão busca exercer um jornalismo independente e imparcial.
Não produzimos cobertura jornalística para favorecer ou prejudicar artistas, emissoras, plataformas, empresas, partidos políticos, governos, instituições, grupos econômicos ou quaisquer outros interesses.
A existência de relações profissionais, comerciais ou institucionais não concede tratamento editorial privilegiado.
Da mesma forma, a ausência de relação comercial não deve resultar em tratamento editorial desfavorável.
Publicidade não compra opinião editorial.
Parceria comercial não garante cobertura positiva.
Ausência de investimento publicitário não justifica cobertura negativa.
A redação deve conservar autonomia para decidir o que constitui notícia e de que maneira um assunto será abordado.
4. Pluralidade e contraditório
Fatos relevantes podem envolver diferentes versões, interpretações e interesses.
Quando uma reportagem contiver acusações, questionamentos ou informações que possam afetar significativamente uma pessoa, empresa ou instituição, o Bastidores buscará, sempre que possível e jornalisticamente necessário, apresentar a posição dos envolvidos.
Dar espaço ao contraditório não significa atribuir automaticamente o mesmo peso a todas as afirmações.
Uma informação comprovada documentalmente não deve ser tratada como equivalente a uma afirmação sem evidências apenas em nome de uma aparência artificial de equilíbrio.
Nosso compromisso é apresentar ao leitor os elementos necessários para compreender o acontecimento e formar sua própria avaliação.
5. Fato é fato. Opinião é opinião.
O público deve conseguir distinguir claramente informação, análise, opinião e publicidade.
Uma reportagem deve ser construída a partir de fatos apurados.
Conteúdos opinativos, quando existentes, devem ser apresentados de maneira que sua natureza seja compreensível para o público.
A opinião de um entrevistado pertence ao entrevistado.
Uma declaração de uma personalidade pública não se transforma automaticamente na posição editorial do Bastidores da Televisão porque foi publicada em nossas plataformas.
Da mesma maneira, reproduzir uma controvérsia não significa endossar qualquer dos lados envolvidos.
Nossa função é informar.
6. O interesse do público também orienta nossa pauta
O Bastidores da Televisão nasceu na internet e considera fundamental compreender o que mobiliza a atenção das pessoas.
Por isso, observamos permanentemente as conversas que acontecem nas redes sociais, tendências de pesquisa, mecanismos de busca, comportamento de audiência, repercussões de programas de televisão, novelas, realities, séries, filmes, música, acontecimentos culturais e assuntos que despertam dúvidas ou curiosidade.
Esses sinais são instrumentos importantes para identificar perguntas que precisam de respostas.
Se milhares de pessoas estão procurando entender determinado acontecimento, existe uma demanda informativa que merece ser considerada pela redação.
Nosso jornalismo procura responder principalmente às perguntas que estão sendo feitas naquele momento:
O que aconteceu?
Quem está envolvido?
Por que isso está repercutindo?
O que já sabemos?
O que ainda não sabemos?
Qual é o contexto?
A observação das tendências, entretanto, não substitui critérios jornalísticos.
Popularidade não transforma boato em notícia.
Volume de buscas não comprova uma informação.
Viralização não é sinônimo de verdade.
As tendências ajudam a identificar a pergunta. A apuração é responsável pela resposta.
7. Jornalismo pensado para mecanismos de busca
Entendemos os mecanismos de busca como uma das principais portas de entrada para a informação no ambiente digital.
Por isso, títulos, subtítulos e textos podem ser estruturados para responder com clareza às perguntas feitas pelo público e facilitar a localização de informações relevantes.
A utilização de técnicas de otimização para mecanismos de busca deve, contudo, respeitar integralmente a informação jornalística.
SEO não deve alterar fatos.
Palavras-chave não devem ser inseridas de maneira enganosa.
Uma manchete não deve prometer uma informação que o conteúdo não entrega.
Nosso objetivo é fazer com que uma informação de qualidade possa ser encontrada por quem está procurando por ela.
8. Redes sociais como ambiente jornalístico
As redes sociais são parte central da atuação do Bastidores da Televisão.
Não as enxergamos simplesmente como canais para distribuir links.
São ambientes nos quais notícias surgem, personagens se manifestam, acontecimentos repercutem e o público participa ativamente da construção da agenda cotidiana.
Isso exige responsabilidade.
Vídeos, fotografias, capturas de tela, áudios e declarações encontrados nas redes devem ser avaliados antes de serem apresentados como autênticos.
Sempre que necessário, buscamos identificar a publicação original, sua autoria, sua data e seu contexto.
Conteúdos antigos não devem ser apresentados como atuais.
Vídeos editados não devem ser utilizados de maneira que modifique o sentido original de uma declaração.
Uma publicação retirada de contexto pode produzir uma informação tão enganosa quanto uma informação falsa.
9. Manchetes devem informar, não enganar
Uma boa manchete precisa despertar interesse.
Ela pode ser forte, criativa, direta e adequada à linguagem digital.
Mas deve permanecer fiel ao conteúdo.
O Bastidores da Televisão não considera aceitável utilizar uma manchete que leve o público a uma conclusão diferente daquela sustentada pela reportagem apenas para aumentar o número de acessos.
Títulos podem destacar conflito, novidade, surpresa ou repercussão quando esses elementos realmente estiverem presentes no fato.
O impacto de uma manchete deve nascer da força da informação.
Não da distorção dela.
10. Contexto é parte da notícia
Informar que algo aconteceu nem sempre é suficiente.
Em muitos casos, compreender uma notícia exige saber o que aconteceu antes.
Por isso, nossas publicações devem buscar oferecer contexto sempre que ele for necessário para a compreensão do assunto.
Uma declaração pode exigir a explicação da pergunta que a provocou.
Uma mudança em um programa pode exigir informações sobre audiência ou decisões anteriores.
Uma controvérsia pode exigir uma cronologia.
Uma decisão judicial pode exigir a explicação do processo a que pertence.
Um número pode exigir uma base de comparação.
Nosso objetivo não é apenas dizer o que aconteceu, mas permitir que o público entenda o que aquilo significa dentro de seu contexto.
11. Fontes
Fontes são fundamentais para o jornalismo.
O Bastidores da Televisão mantém relacionamento profissional com artistas, jornalistas, assessorias, emissoras, produtoras, plataformas, profissionais do mercado, instituições e pessoas que possuem conhecimento direto sobre acontecimentos de interesse jornalístico.
Essa proximidade profissional não significa submissão editorial.
Nossa lealdade é com a informação e com o público.
Sempre que possível, damos preferência à identificação das fontes.
Há circunstâncias, entretanto, em que uma informação de interesse jornalístico somente pode ser obtida mediante preservação da identidade de quem a fornece.
Nesses casos, a utilização de fonte não identificada exige atenção especial à credibilidade da informação, à posição que a fonte ocupa em relação aos fatos e à possibilidade de confirmação por outros meios.
O sigilo de uma fonte, quando legitimamente acordado, deve ser protegido.
12. Entrevistas e declarações
Declarações devem preservar o sentido pretendido por quem as pronunciou.
A edição de entrevistas pode reduzir repetições, hesitações ou trechos irrelevantes, desde que não modifique o significado da resposta.
Títulos podem destacar uma frase de uma entrevista, desde que ela represente corretamente aquilo que foi dito.
Trechos de vídeo não devem ser cortados de maneira capaz de criar artificialmente uma declaração ou interpretação que não existia no material original.
Sempre que uma frase depender significativamente de uma pergunta ou de um contexto anterior para ser compreendida, esse contexto deve ser apresentado.
13. Correções e atualizações
Jornalismo é produzido por pessoas e erros podem acontecer.
A credibilidade de um veículo não depende de fingir que nunca erra, mas também da maneira como reage quando identifica um erro.
Quando constatarmos erro factual relevante em conteúdo publicado pelo Bastidores da Televisão, ele deverá ser corrigido.
Não devemos manter conscientemente uma informação incorreta apenas porque ela já foi publicada ou amplamente compartilhada.
Notícias em desenvolvimento também podem ser atualizadas conforme novos fatos sejam confirmados.
Correção e atualização são coisas diferentes.
Atualizar significa acrescentar fatos novos.
Corrigir significa reparar uma informação que estava errada.
Quando a natureza ou relevância da alteração justificar, a correção deverá ser informada ao público com transparência.
14. Exclusividade não está acima da verdade
Informações exclusivas são parte importante do jornalismo.
O Bastidores da Televisão valoriza a apuração própria, a descoberta de informações inéditas e a capacidade de antecipar acontecimentos relevantes.
Mas nenhum “furo” justifica abandonar critérios de verificação.
Uma informação exclusiva incorreta não representa sucesso jornalístico.
Se outro veículo publicar primeiro uma informação que ainda estamos verificando, isso não deve ser motivo suficiente para abandonar nossa apuração.
Preferimos perder alguns minutos a perder a confiança do público.
15. Crédito e respeito ao trabalho de outros veículos
O Bastidores da Televisão respeita a produção jornalística de outros profissionais e veículos de comunicação.
Quando uma informação exclusiva tiver sido originalmente revelada por outro veículo e essa origem for relevante para a notícia, o crédito deverá ser atribuído adequadamente.
Da mesma forma, esperamos que informações exclusivas produzidas pelo Bastidores da Televisão sejam devidamente creditadas quando reproduzidas por terceiros.
A circulação de informação é característica do jornalismo.
A apropriação indevida do trabalho de outro profissional não deve ser.
16. Imagens, vídeos e materiais de terceiros
O conteúdo visual também deve obedecer a critérios jornalísticos.
Fotografias, vídeos e demais materiais devem ser utilizados respeitando autoria, contexto, direitos aplicáveis e finalidade jornalística.
Imagens não devem ser manipuladas de maneira capaz de alterar substancialmente a realidade que pretendem documentar.
Montagens, ilustrações ou representações gráficas que possam ser confundidas com registros reais devem ser identificadas adequadamente quando necessário.
17. Inteligência artificial
O Bastidores da Televisão reconhece que tecnologias de inteligência artificial podem auxiliar diferentes etapas do trabalho digital e jornalístico.
Essas ferramentas, entretanto, não substituem responsabilidade editorial.
Informações produzidas, organizadas, transcritas, resumidas ou auxiliadas por sistemas automatizados devem permanecer sujeitas aos mesmos critérios de verificação aplicáveis a qualquer outro conteúdo.
Uma inteligência artificial não deve ser considerada fonte primária de um fato.
Dados, citações, nomes, datas e afirmações factuais relevantes devem ser verificáveis por fontes adequadas.
Nenhuma ferramenta tecnológica transfere para uma máquina a responsabilidade sobre aquilo que o Bastidores da Televisão decide publicar.
A responsabilidade editorial permanece humana.
18. Conteúdo comercial e publicidade
A sustentabilidade financeira é necessária para a existência de qualquer empresa de comunicação.
O Bastidores da Televisão pode estabelecer relações comerciais com anunciantes, agências, emissoras, plataformas, produtoras e outras organizações.
Essas relações não devem comprometer nossa independência editorial.
Conteúdos produzidos mediante contratação comercial devem ser identificados de maneira que o público possa reconhecer sua natureza publicitária quando aplicável.
A existência de um anunciante não impede que fatos jornalisticamente relevantes relacionados a ele sejam noticiados.
Da mesma maneira, decisões sobre cobertura editorial não devem ser utilizadas como instrumento de pressão comercial.
19. Brindes, viagens, eventos e credenciamento
A cobertura da indústria do entretenimento frequentemente envolve coletivas, pré-estreias, festivais, viagens, eventos, visitas a estúdios e outras ações promovidas por empresas e assessorias.
Participar dessas atividades faz parte do trabalho jornalístico e não implica compromisso de cobertura favorável.
Credenciamento não compra elogio.
Convite não garante publicação.
Acesso privilegiado não concede controle editorial sobre aquilo que será publicado.
Quando as circunstâncias de determinada cobertura puderem representar informação relevante para a compreensão do público, elas poderão ser explicitadas.
20. Política, eleições e assuntos de interesse público
Embora televisão e entretenimento constituam áreas centrais de nossa cobertura, acontecimentos políticos frequentemente se cruzam com a mídia, a cultura e a sociedade.
Quando abordamos política, governos, eleições ou autoridades públicas, aplicamos os mesmos princípios de rigor, independência e pluralidade utilizados nas demais editorias.
O Bastidores da Televisão não deve funcionar como instrumento eleitoral de candidatos ou partidos.
Declarações de autoridades e candidatos devem ser atribuídas a quem as fez.
Acusações não devem ser apresentadas como fatos comprovados.
Informações relevantes devem ser contextualizadas e, quando necessário, confrontadas com documentos, dados públicos e posições dos envolvidos.
Nosso objetivo é oferecer informações para que cada cidadão possa construir suas próprias conclusões.
21. Presunção de inocência e acusações
A cobertura de investigações policiais, processos judiciais e acusações exige cuidado especial.
Uma pessoa investigada não deve ser automaticamente descrita como culpada.
Investigação, indiciamento, denúncia, recebimento de denúncia, condenação e condenação definitiva representam situações jurídicas diferentes e não devem ser tratadas como sinônimos.
Sempre que relevante, a situação processual deve ser explicada corretamente.
Acusações devem ser atribuídas a quem as apresenta.
Quando houver manifestação da defesa ou da pessoa mencionada, ela deverá ser considerada na cobertura.
22. Respeito, dignidade e privacidade
O interesse jornalístico deve ser ponderado diante do direito à dignidade e à privacidade.
A vida privada de uma pessoa não se torna automaticamente notícia pelo simples fato de ela ser conhecida pelo público.
Informações pessoais devem possuir relevância jornalística para justificar sua publicação.
Especial cuidado deve ser adotado em conteúdos envolvendo crianças e adolescentes, vítimas de violência, pessoas em situações de vulnerabilidade e acontecimentos traumáticos.
O sofrimento humano não deve ser utilizado apenas como recurso para gerar audiência.
23. Diversidade e respeito
O Bastidores da Televisão rejeita discriminação baseada em raça, cor, origem, nacionalidade, gênero, orientação sexual, identidade, religião, deficiência, idade ou qualquer outra característica pessoal.
Características individuais somente devem ser mencionadas quando forem pertinentes à compreensão da notícia.
Nossa linguagem deve ser clara e acessível sem reforçar preconceitos ou estereótipos desnecessários.
24. Direito de resposta e manifestação
Pessoas, empresas e instituições mencionadas em nossas reportagens podem procurar o Bastidores da Televisão para apresentar esclarecimentos, contestar informações ou indicar eventuais erros.
Essas manifestações serão avaliadas jornalisticamente.
Quando trouxerem informações relevantes, correções comprovadas ou elementos necessários à compreensão dos fatos, o conteúdo poderá ser atualizado.
Direito ao contraditório não significa direito de determinar o conteúdo de uma reportagem.
A decisão editorial permanece do Bastidores da Televisão.
25. Transparência com o público
Confiança exige transparência.
Sempre que houver circunstâncias excepcionais capazes de interferir na interpretação de uma reportagem, procuraremos apresentá-las ao público.
Quando não soubermos algo, devemos reconhecer que ainda não sabemos.
Quando uma informação estiver em apuração, devemos evitar apresentá-la como conclusão.
Quando houver versões conflitantes e ainda não for possível determinar qual corresponde aos fatos, essa incerteza deve fazer parte da notícia.
O jornalismo não perde autoridade ao reconhecer aquilo que ainda não conseguiu confirmar.
Ele ganha credibilidade.
26. Linguagem clara e acessível
Informação de qualidade precisa ser compreendida.
Buscamos escrever de maneira direta, objetiva e acessível, sem abrir mão da precisão.
Termos técnicos, jurídicos, econômicos ou específicos da indústria de televisão e entretenimento devem ser explicados quando necessários à compreensão do público.
Não escrevemos apenas para especialistas.
Nosso objetivo é permitir que qualquer leitor consiga compreender os elementos essenciais da notícia.
27. O público como parte do processo
Comentários, mensagens, críticas, sugestões e correções enviadas pelo público são importantes para o aprimoramento do nosso trabalho.
Uma dúvida recorrente pode revelar que uma reportagem precisa ser mais clara.
Uma informação enviada por um leitor pode originar uma pauta.
Uma correção fundamentada deve ser analisada.
Uma tendência de busca pode revelar uma pergunta ainda sem resposta.
Escutar o público não significa entregar a ele a responsabilidade editorial.
Significa reconhecer que jornalismo também é um serviço prestado à sociedade.
28. Métricas orientam. Não governam.
Visualizações, alcance, compartilhamentos, retenção, pesquisas, tendências e demais indicadores digitais ajudam o Bastidores da Televisão a compreender os interesses de sua audiência.
Essas informações são importantes para nossas decisões.
Mas números não são nosso único critério editorial.
Uma reportagem relevante não deixa de ser relevante porque provavelmente terá menos visualizações.
Da mesma forma, um assunto extremamente popular não dispensa verificação apenas porque existe grande demanda por ele.
Usamos dados para compreender nosso público, não para abandonar nossos princípios.
29. Informação em permanente construção
No ambiente digital, uma reportagem pode continuar evoluindo depois de sua primeira publicação.
Novas informações podem surgir.
Uma emissora pode se manifestar.
Uma decisão pode mudar.
Um artista pode responder.
Novos documentos podem aparecer.
Por isso, conteúdos podem ser ampliados e atualizados à medida que a apuração evolui.
Nosso compromisso é fazer com que a versão disponível ao público represente da maneira mais fiel possível o estado atual das informações confirmadas.
30. Nossa relação com a televisão e o entretenimento
Gostar de televisão faz parte da origem do Bastidores da Televisão.
Isso não significa abandonar o olhar jornalístico sobre a indústria que cobrimos.
Podemos celebrar a criatividade da televisão brasileira, acompanhar grandes produções, entrevistar artistas e reconhecer acontecimentos culturais relevantes enquanto mantemos independência para informar sobre mudanças, controvérsias, decisões empresariais e outros fatos de interesse do público.
Admiração não significa ausência de senso crítico.
Proximidade não significa dependência.
Acesso não significa submissão.
31. Nosso compromisso
Os meios de comunicação continuarão mudando.
Novas plataformas surgirão.
A maneira de pesquisar informação continuará evoluindo.
A inteligência artificial transformará processos.
A televisão continuará encontrando novas telas.
O comportamento do público também mudará.
Nossos princípios fundamentais, entretanto, devem permanecer.
O Bastidores da Televisão busca entregar informação com precisão, imparcialidade, independência, pluralidade, transparência, contexto, responsabilidade e agilidade.
Queremos entender aquilo que o público está procurando.
Queremos estar onde a conversa acontece.
Queremos informar enquanto o assunto está acontecendo.
Mas queremos, acima de tudo, fazer isso com responsabilidade.
Porque audiência pode ser conquistada em segundos.
Confiança é construída todos os dias.
Bastidores da Televisão
Informação com agilidade, precisão e responsabilidade.
Última atualização destes Princípios Editoriais: setembro de 2026.
Política de Correções e Atualizações
O Bastidores da Televisão tem compromisso permanente com a precisão, a transparência e a qualidade das informações que publica.
O jornalismo digital acontece em movimento. Informações podem surgir enquanto uma reportagem está no ar, fontes podem apresentar novos esclarecimentos, empresas e autoridades podem se manifestar, números podem ser atualizados e acontecimentos podem evoluir poucos minutos depois de uma publicação.
Por isso, nossas reportagens não são necessariamente documentos estáticos. Elas podem ser atualizadas, ampliadas ou, quando necessário, corrigidas.
Nosso princípio é simples: quando surgem fatos novos, atualizamos. Quando erramos, corrigimos.
E procuramos deixar clara a diferença entre as duas situações.
1. Atualização não é correção
Uma reportagem pode estar correta no momento de sua publicação e posteriormente receber novas informações.
Nesse caso, estamos diante de uma atualização.
Isso pode acontecer, por exemplo, quando uma emissora confirma uma informação depois da publicação; uma assessoria envia posicionamento; um programa anuncia oficialmente um participante; novos números de audiência são disponibilizados; uma autoridade se manifesta; o resultado de uma votação é conhecido; ou novos acontecimentos modificam uma notícia ainda em desenvolvimento.
Sempre que relevante, o Bastidores da Televisão poderá acrescentar essas informações à reportagem original.
Uma atualização não significa necessariamente que havia erro na versão anterior.
Significa que a notícia evoluiu.
2. Quando uma matéria é atualizada
As reportagens podem ser atualizadas sempre que novas informações relevantes contribuírem para a compreensão dos fatos.
Entre outras situações, uma atualização poderá ocorrer para:
- acrescentar informações posteriormente confirmadas;
- incluir manifestação de pessoa, empresa, emissora, plataforma, assessoria, instituição ou autoridade;
- atualizar números, resultados ou dados que ainda estavam em andamento;
- incorporar novos acontecimentos a uma cobertura em desenvolvimento;
- acrescentar documentos ou informações obtidos após a publicação;
- oferecer contexto adicional;
- incluir imagens, vídeos ou outros elementos jornalisticamente relevantes;
- informar desdobramentos ocorridos depois da publicação original.
Alterações meramente ortográficas, gramaticais, de formatação, SEO ou estilo que não modifiquem o sentido da informação não exigem necessariamente uma indicação pública de atualização.
Quando uma mudança alterar ou ampliar substancialmente o conteúdo jornalístico, a atualização poderá ser indicada na própria reportagem.
3. Notícias em desenvolvimento
Determinados acontecimentos exigem cobertura enquanto ainda estão ocorrendo.
Premiações, realities, programas ao vivo, coletivas de imprensa, entrevistas, eventos, decisões judiciais, acontecimentos políticos e outras notícias de grande repercussão podem ser atualizados continuamente.
Nessas situações, uma reportagem poderá ser identificada como:
EM ATUALIZAÇÃO
Essa indicação significa que o Bastidores da Televisão está acompanhando o acontecimento e que novas informações poderão ser acrescentadas.
O caráter dinâmico da cobertura não reduz nosso compromisso com a verificação.
Informações ainda não confirmadas não devem ser apresentadas como fatos apenas pela necessidade de atualizar rapidamente uma reportagem.
4. Quando há um erro
Quando o Bastidores da Televisão identifica um erro factual relevante em conteúdo de sua responsabilidade, a informação deve ser corrigida.
Isso inclui, por exemplo, erros relacionados a nomes, datas, números, cargos, locais, declarações, resultados, acontecimentos, identificação de pessoas ou qualquer outro elemento capaz de alterar a compreensão dos fatos.
A correção deverá buscar restabelecer a informação correta de maneira clara e tão rapidamente quanto razoavelmente possível após a confirmação do erro.
Não mantemos conscientemente uma informação incorreta apenas porque ela já foi publicada.
5. Como as correções são sinalizadas
A forma de indicar uma correção dependerá da relevância e do impacto do erro.
Pequenos ajustes que não alterem o conteúdo jornalístico — como erros de digitação, ortografia, pontuação ou formatação — poderão ser realizados sem nota específica.
Quando o erro alterar informação factual relevante ou puder ter levado o público a uma compreensão equivocada, a reportagem deverá, sempre que apropriado, apresentar uma nota de correção.
O padrão poderá ser:
CORREÇÃO: Uma versão anterior desta reportagem informava incorretamente que [informação]. O correto é [informação correta]. O texto foi corrigido.
Sempre que possível, a nota deve informar o que estava incorreto e qual é a informação correta, em vez de utilizar apenas expressões genéricas como “texto corrigido”.
Transparência significa permitir que o público compreenda o que mudou.
6. Não apagamos silenciosamente erros relevantes
Quando uma informação factual relevante publicada pelo Bastidores estiver incorreta, nossa prática editorial não deve ser simplesmente substituir o trecho e agir como se o erro nunca tivesse existido.
Quando a natureza do erro justificar, a correção deverá ser identificada.
Isso não significa preservar indefinidamente a informação errada no corpo da reportagem.
O texto principal deve apresentar a informação correta.
A nota de correção existe para registrar de maneira transparente que uma alteração relevante foi realizada.
7. Correções em títulos
Manchetes possuem grande capacidade de circulação, especialmente nas redes sociais e nos mecanismos de busca.
Por isso, erros em títulos exigem atenção especial.
Quando uma manchete contiver informação factual incorreta, ela deverá ser corrigida assim que o erro for identificado e confirmado.
Se a alteração for substancial, a reportagem poderá receber uma nota explicando a correção.
Mudanças editoriais realizadas apenas para tornar um título mais claro, preciso, atualizado ou adequado aos mecanismos de busca não são necessariamente consideradas correções, desde que não tenham sido motivadas pela existência de uma informação factual incorreta.
8. Redes sociais
Uma informação incorreta pode alcançar o público por meio do site, mas também por Instagram, Facebook, TikTok, YouTube e outras plataformas.
Quando um erro relevante estiver presente em uma publicação nas redes sociais, o Bastidores avaliará a forma mais adequada de corrigi-lo considerando as características e possibilidades técnicas de cada plataforma.
Dependendo da situação, isso poderá envolver editar a legenda, publicar esclarecimento, fixar comentário, remover e republicar o conteúdo ou utilizar outro recurso capaz de fazer a informação correta alcançar o público.
A decisão deverá considerar principalmente a gravidade do erro e o alcance que a informação incorreta obteve.
9. Exclusão de conteúdos
Corrigir uma reportagem é diferente de apagá-la.
Como regra, a existência de erro corrigível não é, por si só, motivo para excluir uma publicação.
Quando possível, a informação deve ser corrigida e o registro jornalístico preservado.
Pedidos de remoção serão avaliados individualmente, considerando a legislação aplicável, direitos de terceiros, privacidade, segurança, interesse jornalístico e eventuais determinações judiciais.
O simples fato de uma informação verdadeira e legitimamente publicada tornar-se posteriormente inconveniente para alguém não determina automaticamente sua exclusão.
10. Mudança dos fatos não significa erro jornalístico
Uma informação pode estar correta no momento em que é publicada e deixar de representar a situação atual posteriormente.
Uma emissora pode alterar sua programação.
Uma estreia pode ser adiada.
Um participante anunciado pode deixar um projeto.
Uma contratação pode ser cancelada.
Uma decisão pode ser modificada.
Uma empresa pode mudar seu posicionamento.
Quando a reportagem retratava corretamente aquilo que era conhecido e confirmado no momento da publicação, uma mudança posterior dos acontecimentos não transforma automaticamente a informação original em erro jornalístico.
Nesses casos, o conteúdo poderá ser atualizado para refletir o novo cenário.
11. Informações de fontes oficiais também podem exigir correção
O fato de uma informação ter sido fornecida por uma fonte oficial não impede que posteriormente seja necessário atualizá-la ou corrigi-la.
Emissoras, assessorias, empresas, instituições, autoridades e outras fontes também podem revisar informações anteriormente divulgadas.
Quando isso ocorrer, o Bastidores poderá atualizar a reportagem, explicando, quando relevante, que a informação anterior havia sido fornecida oficialmente e posteriormente modificada.
A atribuição correta da origem de uma informação é parte importante da transparência jornalística.
12. Direito de manifestação
Pessoas, empresas, instituições, assessorias e demais partes mencionadas em conteúdos publicados pelo Bastidores da Televisão podem entrar em contato para apresentar esclarecimentos ou apontar possíveis erros.
Toda solicitação de correção deverá ser analisada com base nos fatos disponíveis.
Receber um pedido de alteração não significa que uma reportagem será automaticamente modificada.
Quando a informação publicada estiver devidamente sustentada, ela poderá ser mantida.
Quando houver erro, deverá ser corrigida.
Quando surgirem informações novas e relevantes, elas poderão ser incorporadas à reportagem.
13. Como solicitar uma correção
O público também participa da construção de um jornalismo mais preciso.
Leitores que identificarem um possível erro factual em conteúdo publicado pelo Bastidores da Televisão podem entrar em contato com nossa redação através do e-mail contato@bastidorestv.com.
Para facilitar a análise, recomendamos informar:
- o link da publicação;
- a informação que considera incorreta;
- qual seria a informação correta;
- e, quando possível, documentos, fontes ou referências que permitam verificar a solicitação.
Todos os apontamentos poderão ser submetidos à avaliação editorial.
Críticas, divergências de opinião ou insatisfação com uma informação verdadeira não são, por si só, erros factuais.
14. Nota do Editor
Em circunstâncias excepcionais, uma publicação poderá receber uma Nota do Editor.
Esse recurso poderá ser utilizado quando houver necessidade de oferecer ao público uma explicação editorial mais ampla sobre determinada reportagem, alteração relevante, circunstância de publicação ou decisão tomada pela redação.
A Nota do Editor não deve ser utilizada para substituir uma correção simples quando uma correção simples for suficiente.
15. Registro de data e horário
Sempre que tecnicamente possível e editorialmente relevante, nossas publicações podem apresentar a data de publicação e a indicação de atualização.
Em coberturas de acontecimentos em andamento, também poderemos informar horários específicos para ajudar o leitor a compreender a sequência dos fatos.
O registro de atualização deve servir à transparência e não criar artificialmente a impressão de que uma reportagem antiga é nova apenas para obter maior circulação.
16. Compromisso permanente
O Bastidores da Televisão entende que reconhecer e corrigir um erro não diminui a credibilidade do jornalismo.
O que compromete a confiança é permitir que uma informação sabidamente incorreta permaneça publicada sem correção.
Da mesma forma, atualizar uma reportagem não significa que o trabalho anterior estava incompleto ou errado. Significa reconhecer uma característica essencial da notícia: os fatos continuam acontecendo depois que apertamos o botão “publicar”.
Nosso compromisso é fazer com que aquilo que o público encontra no Bastidores da Televisão seja tão preciso, atualizado e contextualizado quanto possível.
Publicamos com agilidade. Atualizamos quando os fatos avançam. Corrigimos quando necessário. E fazemos isso com transparência.
Bastidores da Televisão
Informação com agilidade, precisão e responsabilidade.
Última atualização desta política: setembro de 2026.
