Daniel Haidar atravessa uma das fases mais movimentadas da carreira entre cinema e teatro. Natural de São Luís, o ator voltou ao Maranhão para participar de dois longas rodados no estado e, ao mesmo tempo, mantém uma sequência de trabalhos nos palcos de São Paulo. Agora, ele se prepara para integrar Sarah Bernhardt, nova montagem dirigida por Ulysses Cruz, com estreia marcada para 16 de outubro.
Aos 26 anos, Daniel acumula cerca de 14 anos de trajetória artística e já passou por televisão, streaming, teatro falado e grandes musicais. Entretanto, o retorno ao Maranhão ganhou um significado particular. Depois de deixar São Luís há 11 anos, o ator passou a reencontrar sua cidade natal também como local de trabalho.
“Sou maranhense, nasci em São Luís e sou apaixonado pela minha terra. Foi um prazer e uma realização muito particular voltar à minha cidade natal a trabalho”, afirma.
Daniel Haidar volta ao Maranhão para dois longas

Um dos projetos mais recentes é Dois Graus ao Sul do Equador, dirigido pelo cineasta maranhense Joaquim Haickel. O longa foi rodado em São Luís e integra uma nova leva de produções realizadas no estado. O projeto aparece registrado também na Ancine e reúne profissionais e atores ligados ao audiovisual maranhense.
Além disso, Daniel integra Mercado dos Ratos, que encerrou as filmagens em São Luís neste ano e entrou em pós-produção. A trama acompanha Patrícia, artista de circo mambembe que retorna à cidade fictícia de Brava e se envolve em um conflito atravessado por poder, desigualdade e violência. Tássia Dhur, Erom Cordeiro, Carol Castro, Victorio D’Alessandro e Áurea Maranhão também estão no elenco.
Para Daniel, porém, voltar ao estado ultrapassa a dimensão profissional. “Saí de São Luís há 11 anos e voltar trabalhando é uma satisfação e um combustível maravilhoso”, diz.
O ator também pretende estender esse reencontro aos palcos. “Voltei ao Maranhão para filmar, tenho planos de me apresentar nos palcos também. Estou animado para as minhas novas realizações”, acrescenta.
Ator será Walmor Chagas em filme com Débora Falabella
Enquanto os projetos maranhenses avançam, Daniel Haidar também prepara outra estreia no cinema. Ele interpreta Walmor Chagas em Cacilda Becker em Cena Aberta, longa estrelado por Débora Falabella no papel de Cacilda Becker.
Dirigido por Júlia Moraes, o filme acompanha momentos da vida da atriz enquanto mistura memória, teatro e realidade. Além de Daniel e Débora, o elenco reúne Mariana Ximenes, como Tônia Carrero, Julia Stockler, no papel de Cleyde Yáconis, e Augusto Madeira. A produção está em pós-produção.
Antes disso, o público da televisão também viu Daniel em Garota do Momento, novela das seis da TV Globo. Na trama de Alessandra Poggi, ele interpretou Celinho, jornalista e amigo de Beto (Pedro Novaes). Já no streaming, o ator esteve em DOM, do Prime Video, como Nôzinho, e também integrou Verdades Secretas 2, do Globoplay.
Rocky, Elvis e Hamlet marcaram passagem pelo teatro
Nos palcos, a trajetória de Daniel inclui personagens conhecidos do público. Em 2024, ele alternou o papel de Elvis Presley em Elvis – A Musical Revolution, dirigido por Miguel Falabella. Depois, assumiu Rocky Balboa na versão brasileira de Rocky – O Musical.
Já em 2026, o ator integrou Hamlet – Sonhos que Virão, montagem dirigida por Rafael Gomes no Nu Cine Copan. Nesse sentido, a produção reuniu nomes como Gabriel Leone, Ícaro Silva, Susana Ribeiro e Eucir de Souza.
Ao mesmo tempo, Daniel levou adiante Rosencrantz e Guildenstern Estão Mortos, texto de Tom Stoppard concebido para coexistir com o universo de Hamlet. Além de atuar como Guildenstern, ele participou da idealização e assumiu a produção do espetáculo por meio da YORICK Arte e Entretenimento.
Próximo trabalho mergulha na história de Sarah Bernhardt
Agora, Daniel Haidar volta suas atenções para Sarah Bernhardt. A montagem dirigida por Ulysses Cruz tem estreia prevista para 16 de outubro, em São Paulo, e parte da trajetória daquela que se tornou uma das atrizes mais famosas do teatro mundial.
“Estou muito feliz de voltar aos palcos, em São Paulo, com a história da primeira popstar do mundo”, afirma Daniel.
Além disso, o ator diz que o contato com a trajetória da artista francesa já afeta seu próprio processo. “Sarah é uma mulher revolucionária que fez teatro pelo mundo inteiro e inventou um novo jeito de interpretar. Estar em contato com a vida e obra de uma artista dessa magnitude está sendo transformador. Ninguém passa ileso por Sarah Bernhardt”, completa.
Mesmo com outros projetos em negociação, Daniel prefere esperar antes de anunciar os próximos passos. Enquanto isso, divide a agenda entre a divulgação dos filmes, a preparação para a nova montagem e uma trajetória que continua alternando câmera e palco sem escolher apenas uma das duas linguagens.
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