Festival de teatro negro reúne grandes nomes nos 80 anos do TEN

O 'Melanina Acentuada Festival' traz o Espetáculo "Namíbia, Não!", no Teatro Sesc Casa do Comércio, sexta-feira 31/7
O 'Melanina Acentuada Festival' traz o Espetáculo "Namíbia, Não!", no Teatro Sesc Casa do Comércio, sexta-feira 31/7 - Foto: César Vilas Boas

A partir desta terça-feira, Salvador recebe a 8ª edição do Melanina Acentuada Festival, evento que transforma a capital baiana no centro das artes negras contemporâneas. Por isso, entre os dias 28 de julho e 3 de agosto, o público acompanha uma celebração especial aos 80 anos do Teatro Experimental do Negro (TEN).

Com mais de 20 atividades culturais, o projeto une espetáculos de teatro, música e formação artística. Além disso, a iniciativa fortalece a produção afroindígena no Brasil com uma programação diversa e acessível.

Espetáculos marcantes e show de abertura

Juão Nyn no monólogo “TYBYRA – Uma Tragédia Indígena Brasileira” e Clayton Nascimento no aclamado “MACACOS”
Juão Nyn no monólogo “TYBYRA – Uma Tragédia Indígena Brasileira” e Clayton Nascimento no aclamado “MACACOS” – Foto: Matheus José Maria / Noélia Najara

A pré-abertura acontece no Goethe-Institut Salvador com o monólogo “TYBYRA – Uma Tragédia Indígena Brasileira”, protagonizado por Juão Nyn, às 19h. Logo em seguida, a partir das 20h30, a banda baiana Cabokaji comanda um pocket show para abrir oficialmente as atrações.

Já na quarta-feira, a programação ganha ritmo intenso. O ator Clayton Nascimento comanda um workshop na Casa das Histórias. Mais tarde, ele encena o aclamado espetáculo “MACACOS” no Teatro Sesc Casa do Comércio.

No mesmo dia, a escritora e pesquisadora Leda Maria Martins participa da primeira Entrevista Pública no Goethe-Institut. Paralelamente, o palco do Teatro Jorge Amado recebe o espetáculo “Candomblé da Barroquinha”.

Debates, comédia e astros nos palcos

A quinta-feira amplia as ações formativas com o Ateliê de Ideias 01. Por isso, o encontro reúne Clayton Nascimento, Daniel Arcades e Sulivã Bispo para debater os rastros do TEN no teatro atual. À noite, Sulivã Bispo volta ao palco do Teatro Jorge Amado com a comédia “De Férias com Koanza”.

Na sexta-feira, o Teatro SESI Rio Vermelho apresenta a peça “Black Machine”. Enquanto isso, a montagem “Namíbia, Não!” ocupa o Teatro Sesc Casa do Comércio. A dramaturga Luciany Aparecida também comanda um bate-papo com leituras dramáticas.

O fim de semana traz grandes nomes da cena artística nacional. No sábado, o consagrado ator Antônio Pitanga participa da leitura dramática de “O Poder Negro”.

Além disso, a pesquisadora Elisa Larkin, o diretor Jessé Oliveira e o ator Aldri Anunciação lançam livro sobre o TEN. À noite, o ator Lincoln Oliveira estreia a peça “Abdias do Nascimento”.

Encerramento e ações formativas gratuitas

No domingo, o público debate a historiografia do teatro negro no Ateliê de Ideias 03, que conta com Guilherme Diniz e Paulo Guidelly. Em seguida, o espetáculo sobre Abdias ganha nova sessão.

Por fim, a segunda-feira encerra o festival em parceria com a Escola de Teatro da UFBA. Assim, os encontros contam com Camila Bonifácio, Mabel Freitas, Angela Daltro, Carol Carvalho, Liz Novais e Fernanda Silva.

Ao longo de 14 anos, o projeto já recebeu estrelas como Ana Maria Gonçalves, Carlos Moore, Elisa Lucinda e Léa Garcia. Na edição atual, todas as atividades de formação são gratuitas. Já os ingressos para os espetáculos variam entre R$ 20 e R$ 40 no Sympla.

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