O calendário cultural baiano ganha um reforço de peso com o retorno do Festival Salvador Jazz ao Largo da Mariquita. Entre os dias 27 e 31 de maio de 2026, o Rio Vermelho recebe a 7ª edição do evento, que se consolidou como o maior palco de sonoridades afro-brasileiras da temporada. Com uma grade plural, o encontro espera atrair mais de 15 mil pessoas para celebrar a música instrumental de forma democrática.
Line-up histórica reúne vencedores do Grammy e ícones do soul
A programação de shows, concentrada nos dias 30 e 31 de maio, traz artistas que são referência no cenário mundial. Um dos grandes destaques é a banda A Cor do Som, vencedora do Grammy Latino em 2021. O grupo, que já brilhou no Festival de Montreux, promete reviver clássicos que unem o jazz raiz ao balanço brasileiro.
Além disso, o pianista Amaro Freitas desembarca em Salvador como o atual vencedor do prêmio internacional Paul Acket. Ele transforma o piano em um território de resistência ancestral, conectando melodias contemporâneas à diáspora africana. No mesmo palco, a cantora Sandra Sá eleva a temperatura do festival ao misturar jazz com soul e samba, trazendo hits eternos como “Olhos Coloridos” e “Joga Fora”.
Representatividade e talentos locais ganham protagonismo
O festival reafirma o compromisso com a diversidade ao apresentar uma grade onde 70% dos artistas são negros e 50% são mulheres. A contrabaixista Camila Rocha, vencedora do Prêmio BDMG Instrumental, mostra sua técnica refinada ao público baiano. Representando a força da terra, o grupo Aguidavi do Jêje, liderado pelo mestre Luizinho do Jêje, leva 16 músicos ao palco para uma fusão entre atabaques e inovação sonora.
Por outro lado, o evento também abre espaço para a mistura vibrante de ritmos. A banda Skanibais traz o groove do ska e do reggae, enquanto o grupo Garagem celebra mais de três décadas de história na música instrumental baiana. Além disso, antes das apresentações principais, o público pode participar de workshops de capacitação entre os dias 27 e 29 de maio.
Oficinas criativas e formação musical no Rio Vermelho
A sétima edição vai além dos palcos e aposta na formação de novos talentos. Grandes nomes como o baterista Tedy Santana, o bluesman Eric Assmar e a professora Marília Sodré, integrante da banda Sambaiana, ministram oficinas criativas. Dessa forma, a iniciativa fortalece a economia criativa local e amplia o acesso à educação musical de qualidade na capital.
O projeto tem curadoria assinada por Fernanda Bezerra e Fabrício Mota, que buscam descolonizar o gênero musical no estado mais negro do país. Segundo os organizadores, o objetivo é apresentar um conceito ampliado de jazz, valorizando o diálogo com o R&B, afrobeat e MPB. O Festival Salvador Jazz conta com o patrocínio do Banco do Nordeste e do Ministério da Cultura.
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