Mariana Ximenes transformou o pretinho básico em uma das produções mais marcantes da abertura do Festival do Rio 2026. A atriz cruzou o tapete vermelho do Cine Odeon, no Centro do Rio de Janeiro, na quinta-feira (1º), com um minivestido de veludo preto assinado pela Carolina Herrera e volumes dramáticos nos braços.
A peça tem comprimento curto e decote ombro a ombro, enquanto dois grandes laços estruturados concentram toda a atenção na região dos braços. Além disso, longas faixas caem a partir das aplicações e acrescentam movimento ao visual. Dessa forma, Mariana conseguiu trabalhar apenas com o preto sem deixar a produção discreta.
Para completar, a atriz escolheu meia-calça preta transparente e scarpins de bico fino na mesma cor. Já os cabelos apareceram soltos e repartidos lateralmente, com uma das laterais posicionada atrás da orelha. Assim, o rosto ficou mais livre, enquanto o vestido permaneceu como protagonista da produção.
Mariana Ximenes transforma veludo preto em look de impacto
Embora vários convidados tenham recorrido ao preto na primeira noite do festival, Mariana Ximenes encontrou no volume uma forma de diferenciar sua escolha. O veludo deixou a superfície do vestido mais encorpada, enquanto os laços ampliaram visualmente a região dos ombros e braços.
Ao mesmo tempo, o comprimento mini criou contraste com o tamanho das aplicações. Por isso, mesmo com uma silhueta relativamente simples no corpo, o resultado ganhou proporções mais teatrais na parte superior.
A escolha também aconteceu durante uma folga das gravações de Quem Ama Cuida. Atualmente, Mariana interpreta Dora na novela das nove da Globo e aproveitou a pausa no trabalho para prestigiar a abertura do evento.
Atriz se define como “devota” do Festival do Rio
Dessa vez, Mariana não chegou ao festival para apresentar um filme em competição. Em entrevista durante a abertura, ela deixou claro que estava ali principalmente como espectadora e revelou que já havia separado produções da programação que pretende assistir.
“Eu sou uma super espectadora. Eu já olhei, assim, todos os filmes que eu quero assistir. Vamos ver se vai dar pra conciliar com as gravações, mas estou aqui hoje pra já assistir”, contou.
Além disso, a relação da atriz com o Festival do Rio vem de outros anos. Mariana lembrou que já trabalhou como mestre de cerimônias do evento em duas ocasiões e se definiu como uma verdadeira “devota” do festival. “Eu tenho uma relação muito afetiva e muito carinhosa com o festival, além de ser uma pessoa que ama cinema”, afirmou.
Essa história inclui um momento especialmente marcante em 2019. Naquele ano, ao apresentar a abertura, Mariana usou um vestido estampado com cartazes de filmes brasileiros como forma de protesto depois que a Ancine retirou pôsteres de produções nacionais de sua sede e de seu site. Na ocasião, ela definiu as imagens como “estandartes da nossa resistência”.
Mariana celebra momento do cinema brasileiro
Na edição de 2026, a atriz também aproveitou a passagem pelo tapete vermelho para defender a força das produções nacionais. Segundo Mariana, o cinema faz parte da identidade cultural brasileira e atravessa atualmente um período no qual diferentes títulos conseguem conquistar público dentro e fora do país.
“Cinema faz parte da identidade cultural do nosso país e a gente está tendo títulos que têm alcançado os corações dos brasileiros, mas também têm atravessado o oceano e têm atingido corações do mundo inteiro”, declarou.
A abertura teve a exibição de A Bola Preta, de Javier Calvo e Javier Ambrossi, produção que venceu o prêmio de Melhor Direção no Festival de Cannes. Enquanto isso, o Festival do Rio segue até 11 de outubro, reunindo mais de 350 títulos entre longas, curtas, documentários e séries.
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