José Loreto venceu o Kikito de melhor ator no 54º Festival de Cinema de Gramado, neste sábado (22). O júri reconheceu sua transformação em Chorão na cinebiografia “Chorão: Só os Loucos Sabem”.
O ator dividiu a categoria com Christian Malheiros, premiado por “Justino – Nos Bastidores do Reino”. Cada um recebeu uma estatueta durante a cerimônia no Palácio dos Festivais.
A vitória chegou após José Loreto perseguir o papel com uma determinação quase tão intensa quanto o próprio personagem. Durante a estreia, ele revelou que não aceitaria ficar fora da produção.
“Ninguém queria mais do que eu”, declara José Loreto
“Eu estou nesse filme porque ninguém queria mais do que eu fazer esse cara”, declarou. Além disso, o ator contou que insistiu diretamente com Hugo Prata.
“Eu pentelhei o Hugo e todo mundo. Eu não ia deixar ninguém fazer esse filme no meu lugar.”
Para José Loreto, interpretar Chorão representou mais que outro trabalho na carreira. “Eu me doei muito, eu fiz com muito amor”, afirmou.
Seis meses de preparação para viver Chorão
Para viver Chorão, José Loreto enfrentou seis meses de preparação física, vocal e emocional. O primeiro passo envolveu deixar o cabelo crescer para reproduzir o visual do cantor.
Além disso, o skate entrou diariamente na rotina do ator. Loreto já praticava o esporte na adolescência, mas intensificou os treinos antes das filmagens.
A preparação vocal exigiu outro tipo de esforço. Na prática, ele estudou o timbre rouco, a energia dos shows e a discografia do Charlie Brown Jr.
Por outro lado, o trabalho não ficou restrito à aparência e aos movimentos. José Loreto assistiu a entrevistas, documentários e diferentes materiais de arquivo.
Com isso, o ator buscou compreender os trejeitos, a fala e as contradições de Alexandre Magno Abrão. O público conheceu o artista nacionalmente como Chorão.
Filme mostra amor, conflitos e nascimento do Charlie Brown Jr.
“Chorão: Só os Loucos Sabem” acompanha a trajetória do músico desde sua chegada a Santos. A narrativa passa pela formação da banda e pela consagração no rock brasileiro.
No entanto, o relacionamento com Graziela Gonçalves funciona como o principal eixo emocional da história. Nanda Marques interpreta a companheira e grande inspiração do vocalista.
O roteiro de Duda de Almeida adapta o livro “Se não eu, quem vai fazer você feliz?”. Graziela Gonçalves escreveu a obra sobre os mais de 20 anos vividos ao lado do artista.
Hugo Prata e Felipe Novaes comandam a direção. Antes da ficção, a dupla já havia explorado essa trajetória no documentário “Chorão: Marginal Alado”.
José Loreto dedica prêmio à filha e à família de Chorão
No palco, José Loreto também relacionou o prêmio à própria experiência como pai. “Há oito anos, fui pai. Nasceu o maior sonho da minha vida.”
Em seguida, o ator dedicou o Kikito à filha. “Dedico esse prêmio à minha filhota.”
Além disso, Loreto homenageou o músico que inspirou sua entrega. “Chorão sempre foi essa inspiração.”
O vencedor ainda relembrou a insistência para conseguir o papel. “Enchi o saco para fazer o teste. Valeu a pena.”
Por fim, José Loreto dedicou o reconhecimento ao cantor e aos familiares dele. A homenagem incluiu o filho e a mãe de Chorão.
A cinebiografia também venceu o Kikito de melhor trilha musical. Otávio de Moraes assina o trabalho premiado pelo júri oficial.
“Chorão: Só os Loucos Sabem” estreia nos cinemas brasileiros em 4 de março de 2027. A Downtown Filmes distribuirá o longa em circuito nacional.
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