O luxo e a ancestralidade caminharam juntos no último sábado (07). A atriz Quitéria Chagas roubou a cena no Baile da Vogue ao surgir com um vestido longo preto carregado de significado.
Certamente, essa escolha foi muito além da estética, já que a veterana do samba decidiu homenagear as raízes do Carnaval. Por isso, ela utilizou os acessórios originais de Dalva Espírito Santo, reconhecida como a primeira rainha de bateria da história, coroada em 1950.
O legado de Dalva Espírito Santo nos bastidores

As joias, a coroa e a faixa pertencem ao acervo pessoal da família de Dalva. No entanto, esse empréstimo especial só aconteceu para atender a um desejo feito pela pioneira antes de falecer. Com isso, o objetivo de Quitéria foi garantir que a trajetória da precursora fosse amplamente divulgada e reconhecida pelo grande público.
Além disso, a estrela reafirma seu papel como guardiã da memória negra no Carnaval brasileiro. Vale lembrar que ela possui 26 anos de estrada no samba e foi a primeira rainha de bateria a pisar no Baile da Vogue, ainda nos anos 2000.
Resistência e emoção na passarela do Baile
Portanto, o impacto da produção foi muito além do brilho das peças históricas. A musa fez questão de pontuar a importância política e social de sua presença no evento com tal indumentária.
“Vestir a coroa de Dalva é atravessar o tempo com respeito e consciência. É lembrar que o Carnaval nasce da memória, da luta e do pertencimento de mulheres pretas que abriram caminho antes de nós”, afirmou a beldade. Principalmente agora, o gesto de Quitéria Chagas serve para lembrar que o glamour atual deve muito à resistência do passado.
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