O mercado editorial brasileiro alcançou uma marca histórica no primeiro semestre de 2026 ao movimentar USD 8 milhões em negócios internacionais. O resultado expressivo veio por meio das editoras apoiadas pelo projeto Brazilian Publishers, uma parceria de sucesso entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a ApexBrasil, com o apoio fundamental do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Virada histórica na venda de direitos autorais
Porém, a grande surpresa desse balanço está na mudança do perfil das negociações globais. No primeiro semestre deste ano, a comercialização de direitos de livros representou 44,65% do total negociado. Com isso, o setor faturou USD 4 milhões apenas nessa modalidade. Por outro lado, a venda de livros físicos respondeu por 55,35%, somando USD 5 milhões.
Além disso, para se ter uma ideia desse avanço, a venda de direitos correspondia a apenas 17,34% do montante total no ano de 2025. Já em 2024, essa proporção atingiu 30,66%. Por isso, o salto de 2026 comprova o interesse do mercado internacional. As editoras estrangeiras querem traduzir e publicar autores brasileiros.
Desempenho nas principais feiras pelo mundo
Na prática, a presença presencial do Brasil rendeu frutos extraordinários em diversos continentes. A Feira do Livro de Londres registrou um crescimento espetacular de 221% em relação à edição anterior. O evento movimentou USD 2,29 milhões entre direitos e obras físicas.
No entanto, o Fellowship de Istambul apresentou a maior alta, disparando 472% na comparação com a edição de 2024. A Feira Internacional do Livro de Bogotá também subiu 189%, somando USD 200 mil. Por sua vez, a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha liderou o volume financeiro, movimentando USD 5,6 milhões.
O motor por trás do sucesso internacional
Mas esse avanço acelerado reflete um conjunto de estratégias bem estruturadas pelo programa. As bolsas-tradução funcionaram como um forte incentivo para as empresas internacionais. Além disso, os encontros presenciais de matchmaking e o tradicional Caipirinha Hour aproximaram editores e compradores.
A presidente da CBL, Sevani Matos, comemorou os números consolidados do setor. “Os resultados do primeiro semestre de 2026 mostram que o trabalho do Brazilian Publishers atua em frentes sólidas”, declarou. A coordenadora do projeto, Rayanna Pereira, também destacou a capacidade de diversificação das editoras.
Com isso, a agenda segue lotada para o segundo semestre de 2026. O projeto já confirmou presença na Feira do Livro de Frankfurt, em parceria com a InvestSP. Além disso, o país participará da Conferência de Editores de Sharjah e da Feira Internacional do Livro de Guadalajara. Por aqui, a Jornada Profissional ocorre em setembro, esquentando os motores para a Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
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