O Carnaval do Pará ganhou um banho de cultura e lama neste domingo (15). O tradicional Bloco Ecológico Pretinhos do Mangue arrastou uma multidão pelas ruas de Curuçá, reafirmando sua posição como uma das manifestações mais autênticas do Brasil. Com o tema “Do mangue e da maré, nasce a força da mulher”, o cortejo celebrou o protagonismo feminino em meio ao cenário paradisíaco do nordeste paraense.
A folia contou com uma presença ilustre que agitou os bastidores da política e da cultura. O governador Helder Barbalho não apenas prestigiou o evento, como também entrou no clima e se cobriu com o famoso tijuco. Por isso, a imagem do chefe do Executivo estadual mergulhado na tradição local rapidamente viralizou, reforçando a importância do bloco no calendário oficial do Estado.
Tradição e consciência ambiental na avenida
Além da diversão, o bloco carrega uma mensagem poderosa de preservação dos ecossistemas costeiros. No entanto, o que hoje é festa, nasceu de um protesto necessário contra a escassez de caranguejos na região. Atualmente, os brincantes transformam a lama do manguezal em uma armadura de resistência cultural, dançando ao ritmo contagiante do carimbó.
De acordo com o governador, a celebração representa a relação direta da cidade com o meio ambiente. “Pretinhos do Mangue faz parte da história do Pará”, afirmou Helder Barbalho durante o cortejo. Com isso, o evento atrai não apenas moradores, mas turistas do mundo inteiro que buscam uma experiência carnavalesca fora do comum.
O impacto econômico e social em Curuçá
Certamente, o movimento gerado pelo bloco transforma a economia da cidade. O universitário Eduardo Tenório destacou que a movimentação de pessoas é gigantesca, trazendo renda para todos os setores locais. Além disso, o pescador Manoel Carlos da Silva, um dos pioneiros da brincadeira, expressou seu orgulho ao ver o mangue se tornar um símbolo tão relevante para o turismo paraense.
Portanto, a 37ª edição do Pretinhos do Mangue prova que é possível unir folia e responsabilidade social de forma única. Ou seja, em Curuçá, a lama não suja; ela batiza o folião com a identidade e a força de um povo que protege suas raízes.
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