Ana Castela revela diagnóstico de TDAH: “Minha vida fez sentido”

Ana Castela revela diagnóstico de TDAH: "Minha vida fez sentido"
Ana Castela revela diagnóstico de TDAH: "Minha vida fez sentido". Foto: Reprodução

Aos 22 anos, a cantora Ana Castela surpreendeu os fãs ao compartilhar que recebeu o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Após uma consulta médica, a artista relatou o alívio de finalmente compreender comportamentos que a acompanhavam desde a infância.

No entanto, o anúncio da “Boiadeira” levantou uma dúvida comum no público: qual a diferença entre TDA e TDAH? De acordo com o DSM-5-TR, o termo correto hoje é TDAH, variando apenas a forma como os sintomas se apresentam em cada pessoa.

Por que o diagnóstico em mulheres costuma ser tardio?

Segundo a psiquiatra Dra. Thaíssa Pandolfi, especialista em neurodivergência feminina, a visão clássica do transtorno — focada na agitação física intensa — acaba prejudicando as mulheres. Isso ocorre porque, nelas, a hiperatividade costuma ser interna, mental e emocional, o que faz com que o quadro passe despercebido por anos.

Além disso, muitas meninas desenvolvem estratégias para camuflar as dificuldades, como esforço excessivo para manter a organização. Por isso, o diagnóstico na vida adulta é visto por muitas, como Ana Castela, como um reencontro com a própria história.

Os três tipos de apresentação do TDAH

Para entender como o transtorno se manifesta, a especialista detalha os três subtipos principais:

  • Predominantemente Desatento: Comum em mulheres, foca na dificuldade de manter a atenção, esquecimentos e dispersão. Frequentemente, essas mulheres são rotuladas apenas como “sonhadoras”.

  • Predominantemente Hiperativo-Impulsivo: Manifesta-se por um fluxo acelerado de pensamentos e dificuldade para “desligar” a mente. A sensação é de que a mente nunca desacelera.

  • Apresentação Combinada: Une sintomas de desatenção e hiperatividade. É o perfil mais identificado na infância, especialmente em meninos.

Certamente, entender o funcionamento da mente é o primeiro passo para o equilíbrio. O tratamento pode incluir terapia, mudanças na rotina e, em alguns casos, medicação. Ou seja, o diagnóstico não é um rótulo, mas uma ferramenta de libertação.

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