Juca de Oliveira morre aos 91 anos e TV Globo faz homenagem

Juca de Oliveira morre aos 91 anos
Juca de Oliveira morre aos 91 anos - Foto: Rafael Sorín / Globo

O mundo das artes amanheceu em luto neste sábado (21) com a perda de um dos seus maiores pilares. O ator e dramaturgo Juca de Oliveira morreu na madrugada, aos 91 anos, deixando um vazio imenso na cultura brasileira. Por isso, a TV Globo decidiu alterar sua programação e exibe hoje um episódio especial da série Os Experientes para reverenciar a trajetória do artista.

A homenagem irá ao ar logo após a transmissão do festival Lollapalooza. Com isso, o público poderá revisitar o talento de Juca na obra dirigida por Fernando Meirelles, que destaca justamente a vitalidade na terceira idade. Além disso, a produção completa segue disponível para os assinantes no catálogo do Globoplay.

 

Uma trajetória marcada pela coragem e pelo talento

Nascido em São Paulo, em 1935, Juca abandonou a faculdade de Direito para seguir sua verdadeira vocação nos palcos. Primeiramente, ele brilhou no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e no Teatro de Arena, onde participou ativamente da resistência cultural durante a ditadura militar. No entanto, a perseguição política da época o forçou a buscar refúgio no exílio na Bolívia.

Posteriormente, sua chegada à TV Globo em 1973, na novela O Semideus, deu início a uma parceria de sucesso que durou mais de quatro décadas. Certamente, o ator se tornou um rosto familiar e querido em todo o país através de personagens icônicos que marcaram gerações de telespectadores.

 

Papéis inesquecíveis que fizeram história na TV

Muitos brasileiros guardam na memória o rosto de Juca como o Dr. Albieri, o geneticista que desafiou a ética em O Clone (2001). Além dessa atuação magistral, ele brilhou como o vilão Natanael Montserrat em O Outro Lado do Paraíso (2017), seu último trabalho na emissora. Da mesma forma, participações em fenômenos como Avenida Brasil (2012) e Fera Ferida (1993) consolidaram seu status de lenda viva.

Sob essa ótica, sua contribuição foi muito além da atuação, já que Juca também era um dramaturgo respeitado e membro da Academia Paulista de Letras. Ele também presidiu o Sindicato de Atores de São Paulo, lutando incansavelmente pela valorização da classe artística nacional. Como resultado de tanto empenho, sua partida gera uma onda de homenagens de colegas e fãs nas redes sociais.

Finalmente, a essência de sua arte permanece viva através de suas palavras e interpretações. Afinal, como o próprio mestre costumava dizer, o ator “cria uma verdade que é só dele”.

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