O portal Bastidores da Televisão acompanhou de perto a participação arrebatadora de Janja Lula da Silva no programa Sem Censura, da TV Brasil. Em uma conversa franca com a apresentadora Cissa Guimarães, a socióloga não fugiu de temas espinhosos e trouxe detalhes inéditos sobre o combate à violência de gênero no país.
A primeira-dama foi a grande articuladora do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, lançado recentemente pelo Governo Federal. No entanto, o que mais chamou a atenção foi o relato pessoal sobre a insegurança que as mulheres enfrentam diariamente, independentemente da posição que ocupam na sociedade.
O desabafo sobre o assédio nos bastidores do poder
Durante a entrevista, Janja soltou uma verdadeira bomba ao revelar que nem mesmo o aparato de segurança da Presidência a protege do machismo estrutural. “Eu posso dizer aqui que eu já fui assediada nesse período duas vezes, eu sendo primeira-dama”, afirmou a socióloga, deixando a bancada em choque.
De acordo com ela, esses episódios ocorreram em lugares que deveriam ser seguros, o que reforça a urgência de uma mudança cultural profunda. Além disso, Janja destacou que, se ela sofre esse tipo de investida com câmeras e equipes ao redor, a situação das mulheres em pontos de ônibus ou em casa é ainda mais dramática.
Pacto dos Três Poderes: A união contra o feminicídio
A primeira-dama explicou que a ideia do pacto surgiu de uma inquietação do próprio presidente Lula. Por isso, o objetivo é unificar as ações do Executivo, Legislativo e Judiciário para que a rede de proteção finalmente funcione sem gargalos técnicos ou burocráticos.
“A gente precisa que a engrenagem funcione”, defendeu Janja, ressaltando que muitas delegacias da mulher ainda não operam 24 horas por dia. Com isso, o comitê interinstitucional agora trabalha para monitorar agressores de forma rigorosa, evitando que medidas protetivas sejam apenas um “papel” sem efeito prático.
O papel dos homens na solução do problema
Um dos pontos altos da entrevista foi o chamado direto aos homens. Para a primeira-dama, o feminicídio é um problema inventado por eles e, portanto, eles devem liderar a desconstrução desse comportamento. “É vocês que nos matam, são os homens que nos matam”, disparou Janja em tom firme e autoritário.
No entanto, ela celebrou o fato de que o presidente Lula tem levado o tema para todos os seus discursos, cobrando postura de ministros e autoridades. Além disso, Antônia Pellegrino, diretora da EBC, reforçou que o futebol será usado como plataforma de conscientização, unindo ídolos do esporte nessa luta pela vida.
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