O Festival do Rio 2026 terá uma participação expressiva da Globo. O festival anunciou nesta quinta-feira (27) os filmes e as séries selecionados para sua 28ª edição, que acontece de 1º a 11 de outubro. Ao todo, a emissora chega ao evento com 11 títulos distribuídos entre as principais mostras.
Entre as produções estão coproduções da Globo Filmes, Telecine, Canal Brasil e GloboNews, além de um documentário dos Estúdios Globo. Dessa forma, a seleção reúne diferentes gêneros e formatos, passando por ficção, documentário e séries.
Diário do Fogo é destaque na Première Brasil Ficção
Na Première Brasil Ficção, o destaque da Globo fica com “Diário do Fogo”, suspense dirigido por Maju de Paiva e Bernardo Florim. A produção conta com coprodução do Telecine e do Canal Brasil.
Na trama, Isabel Teixeira interpreta Graça, uma mulher que vive com a filha em um prédio abandonado ocupado por famílias desabrigadas. Entretanto, a rotina das duas muda completamente quando um incêndio destrói o local.
A partir daí, mãe e filha precisam deixar o prédio e passam a vagar sem rumo. Enquanto enfrentam as consequências da tragédia, os vivos e os mortos seguem seus rastros, criando uma atmosfera de suspense e tensão.
Documentários apresentam nomes marcantes da cultura brasileira

Já na Première Brasil Documentário, a mostra competitiva selecionou “Alucinação”, de Renato Terra, Marcos Caetano e Leo Caetano, e “Elza”, de Eryk Rocha.
Baseado no cultuado álbum homônimo de Belchior, “Alucinação” é uma coprodução da Globo Filmes, GloboNews e Canal Brasil. A produção constrói uma crônica do Brasil dos anos 1970 a partir do olhar de uma geração que sonhava transformar o mundo por meio da revolução, mas acabou atravessada pelas ditaduras e seduzida pelo capital.
Por sua vez, “Elza” combina imagens inéditas, arquivos raros e momentos marcantes da trajetória de uma das maiores artistas da MPB. A coprodução da Globo Filmes e da GloboNews apresenta um retrato sensível de Elza Soares, narrado pela própria cantora.
Turma 101 mistura documentário, ficção e afrofuturismo
Na mostra Novos Rumos de longas-metragens, a Globo destaca “Turma 101”, de Wagner Novais. A coprodução do Canal Brasil mistura documentário, ficção e estética afrofuturista para contar a história de um grupo de amigos de infância criado na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro.
O filme parte de uma fotografia escolar feita há 30 anos. A partir dessa imagem, o cineasta procura os antigos colegas de colégio e constrói uma narrativa sobre trajetórias marcadas pela desigualdade, sobrevivência e perdas.
Além disso, a produção utiliza o reencontro como ponto de partida para investigar as transformações vividas pelos personagens ao longo das décadas. Assim, o passado e o presente se encontram em uma história que também reflete questões sociais brasileiras.
Festival do Rio 2026 reúne documentários e séries da Globo
Na Première Brasil Retratos, dedicada a documentários que celebram grandes nomes da história e da arte do país, o festival selecionou “Vivo 76”, de Lírio Ferreira, e “Aldir Blanc – Resposta ao Tempo”, de Marcus Fernando e Hugo Sukman. Ambos contam com coprodução do Canal Brasil. “Vivo 76” acompanha Alceu Valença durante a criação do emblemático álbum “Vivo!”, lançado em 1976 e que completa 50 anos em 2026. Já “Aldir Blanc – Resposta ao Tempo” parte de uma rara entrevista de oito horas gravada com o compositor carioca para construir um panorama íntimo e profundo de sua vida e obra.
Além disso, na mostra O Estado das Coisas, os Estúdios Globo apresentam “Vitória da Paz”, documentário dirigido por Ricardo Calil, Fábio Gusmão e Dudu Levy. A produção revisita a história da mulher que registrou crimes e casos de corrupção policial da janela de seu apartamento em Copacabana e, com suas imagens, ajudou a levar os envolvidos à prisão. Ao mesmo tempo, o filme reúne material inédito e imagens de arquivo para destacar a coragem de uma cidadã inconformada com a violência.
Por fim, entre as séries da Première Brasil, o Canal Brasil participa da seleção com “Amora”, de Juliana Rojas, e “Delegado”, de Leonardo Lacca e Marcelo Lordello. Baseada no livro homônimo de Natalia Borges Polesso, “Amora” apresenta uma antologia tragicômica sobre relações contemporâneas de amor e afeto entre mulheres na cidade fictícia de Amora. Já “Delegado”, produzida por Kleber Mendonça Filho e Emilie Lesclaux, acompanha Felipe (Johnny Massaro), jovem de classe média que entra para a Polícia Civil movido por um ideal de justiça.
Com os 11 títulos selecionados, portanto, a Globo amplia sua presença no Festival do Rio 2026 e leva ao evento produções que exploram diferentes aspectos da cultura, da sociedade e da história brasileira. A 28ª edição do festival acontece entre 1º e 11 de outubro, no Rio de Janeiro.
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