A cantora Claudia Leitte abriu o coração sobre seu diagnóstico de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade). Durante participação no programa ‘Sem Censura’, da TV Brasil, apresentado por Cissa Guimarães, a artista revelou o impacto negativo que a descoberta inicial teve em sua saúde mental. O diagnóstico, aliás, veio pouco antes da pandemia e a levou a enfrentar a síndrome do impostor.
O impacto inicial do diagnóstico de TDAH
Segundo a cantora, a forma como recebeu a notícia foi “meio depreciativa”. Ela imediatamente associou o transtorno a uma falha de caráter.
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“Você tem TDAH… nossa, então por isso que eu sou essa porcaria”, relatou Claudia Leitte sobre sua reação imediata. Consequentemente, esse sentimento negativo abriu espaço para a síndrome do impostor. “E aí tem uma síndrome do impostor que vem”, completou a artista, detalhando a luta interna que se seguiu.
A importância da fé e da ajuda psiquiátrica
Claudia Leitte explicou que, em primeiro lugar, buscou ajuda em sua rede de apoio e em sua fé. “Eu tenho a minha fé, eu busquei ajuda, eu tenho uma célula com as minhas amigas de oração, a gente se reúne, ora uma pela outra”, disse.
No entanto, a artista destacou o conselho fundamental que recebeu de sua pastora, que a incentivou a procurar ajuda especializada. “Minha filha, a gente te ajuda, a fé é muito importante, mas o psiquiatra também”, relembrou a cantora. Foi nesse momento que ela iniciou o tratamento profissional, encontrando sua médica, Ana, e um neuropsicólogo.
O medo de medicação e a recuperação
Um dos maiores desafios do tratamento, contudo, foi o medo da medicação. Claudia Leitte admitiu ter receio de perder sua essência artística caso tomasse os remédios prescritos.
“Eu não queria tomar remédio, porque eu sou artista. Eu sabia que eu tinha TDAH, então eu tinha medo de não me reconhecer”, confessou. Ela mencionou tratamentos alternativos, como o “choquinho” (provavelmente neurofeedback). Hoje, ela afirma ter o controle de sua mente: “Mas a minha mente ela só é governada por Deus. O meu cérebro obedece a minha mente, e eu não vou ficar daquele jeito que eu fiquei nunca mais na minha vida”.
O TDAH de Claudia Leitte durante a pandemia
A cantora também abordou o período da pandemia como um dos mais difíceis para sua saúde mental, agravado pelo TDAH. O isolamento social ocorreu pouco depois do nascimento de sua filha Bela.
“Eu pari Bela, com 5 meses de Bela eu tava tinindo, hormônio, querendo voltar pro palco. E aí veio a pandemia”, contextualizou. O distanciamento do público foi um gatilho. “E aí essa coisa de ser TDAH foi um negócio feio naquele momento. Porque eu não via as pessoas, eu não to tendo troca, isso ficou pior”, desabafou.
Claudia Leitte descreveu uma “cobrança” interna por não se sentir grata, mesmo tendo a família e trabalho, enquanto via o sofrimento ao redor. “Essa cobrança ela é ruim, porque a sua gratidão ela transborda, a minha tava me sufocando”, disse. Ela relatou o pensamento que a perseguia: “Como é que você não pode estar sendo grata com tanta coisa que você tem? Olhe para as pessoas ao seu redor, tem gente que nem tem nada”.
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