“O Som que Vem de Dentro”, aclamada peça do norte-americano Adam Rapp, está de volta aos palcos cariocas. O suspense, que foi um grande sucesso na Broadway , reestreia em curta temporada no Teatro Glauce Rocha, no Centro do Rio, de 8 de novembro a 14 de dezembro. Dirigido por João Fonseca e estrelado por Glaucia Rodrigues e André Celant, o espetáculo mergulha em um thriller psicológico intenso sobre a fragilidade humana diante da vida e da morte.
Um thriller sobre literatura e morte
A trama de “O Som que Vem de Dentro” gira em torno da complexa relação de Bella Lee Baird (Glaucia Rodrigues) e Christopher Dunn (André Celant). Ela é uma brilhante e solitária professora de Literatura na Universidade de Yale, que se vê diante de um diagnóstico de câncer em estágio avançado. Ele, por outro lado, é um jovem escritor, descrito como um espírito inquieto, desajustado e obcecado por “Crime e Castigo”, de Dostoiévski.

Bella, que escolheu uma vida fora dos padrões tradicionais, vê o jovem aluno como um prodígio. Conforme Christopher compartilha com ela as páginas de seu próprio romance em andamento, os dois se aproximam de forma perigosa. Consequentemente, suas histórias (reais e fictícias) começam a se fundir. O prazer de acompanhar essa relação é, portanto, misturado com o medo do que pode acontecer a seguir.
Arte como resistência
Em sua essência, a peça é uma profunda meditação sobre a vida, a morte e as escolhas que fazemos. A trama coloca temas delicados como o câncer, a depressão e o suicídio no centro do debate. Além disso, aborda o vazio existencial de um mundo que muitas vezes parece implacável.
A literatura, no entanto, ocupa o lugar central da narrativa. Ela funciona como a âncora que mantém os personagens vivos e conectados. A arte alimenta não apenas o intelecto, mas também a resistência de ambos frente aos seus desafios pessoais. O autor, Adam Rapp, utiliza um jogo teatral original para revelar as camadas desses assuntos, criando uma carga de tensão e mistério que surpreende o espectador.
A visão de João Fonseca
O diretor João Fonseca, conhecido por sucessos como “Tim Maia – Vale Tudo” e “Minha Mãe É Uma Peça“, celebra o texto de Adam Rapp. Ele ressalta que a obra permite uma encenação focada no “jogo teatral”, que busca provocar a imaginação do espectador e potencializar o trabalho do ator.
Fonseca também destaca que “O Som que Vem de Dentro” vai além dos temas óbvios. “A obra é também um grito de resistência, uma lembrança de que a arte, em todas as suas formas, tem o poder de nos transformar e de nos fazer confrontar as questões mais profundas e urgentes de nossa humanidade”, completa o diretor.
Sucesso internacional e serviço

“The Sound Inside” (título original) estreou na Broadway em 2018, conquistando público e crítica. A montagem foi indicada a diversas categorias do Tony Award, principal prêmio do teatro americano, e garantiu a estatueta de Melhor Atriz para Mary-Louise Parker.
A curta temporada de “O Som que Vem de Dentro” acontece no Teatro Glauce Rocha (Avenida Rio Branco, 179, Centro). Em novembro, as sessões ocorrem de quinta a sábado, às 19h, e domingos, às 18h. Em dezembro, as apresentações serão às sextas e sábados, às 19h, e domingos, às 18h. Os ingressos custam R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada).
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