O riso está garantido e a emoção corre solta no Centro do Rio de Janeiro. O ator Rupa Figueira assumiu a responsabilidade de dar vida ao eterno Mussum no espetáculo “Adorável Trapalhão – O Musical”. Em cartaz no Teatro Sesc Ginástico até o dia 19 de abril, a produção reconta a trajetória de Renato Aragão e traz à tona a nostalgia da formação de “Os Trapalhões”, o quarteto que mudou o humor brasileiro.
Certamente, interpretar um ícone que popularizou termos como “forévis” e “cacíldis” não é tarefa simples. Por isso, Rupa destaca o equilíbrio necessário entre a técnica e a alma do comediante. “É uma responsabilidade enorme interpretar o Mussum. Ele é um fenômeno mesmo após a sua morte e todo mundo conhece”, revelou o ator, que busca manter a mimese fiel ao personagem sem perder a espontaneidade que o público espera.
O mergulho profundo na comédia e no legado preto

Embora tenha passagens por grandes musicais internacionais, Rupa encara este projeto como um divisor de águas em sua carreira. Além de ser um desafio artístico, viver o trapalhão boêmio tem um peso político e social relevante para o ator. Sob essa ótica, ele acredita que todo comediante preto no Brasil carrega um pouco do legado deixado por Mussum, que abriu portas fundamentais na televisão nacional.
Ademais, o artista reflete sobre a construção do personagem na época original, muitas vezes pautada em estereótipos que a sociedade esperava. No entanto, Rupa enxerga Mussum como um exemplo de resistência. “Olhar pra ele com um viés político nos dias de hoje é também notar que o mundo vem mudando e isso é muito importante”, afirma. Portanto, o palco se torna um espaço de celebração e, simultaneamente, de reflexão sobre a evolução do humor.
Bastidores e o encontro com o eterno Didi
A sintonia do elenco é outro ponto alto que tem conquistado a plateia carioca. Ao lado de Rafael Aragão, que vive o protagonista Didi, além de Thadeu Torres (Dedé) e Vicenthe Delgado (Zacarias), Rupa conseguiu recriar a química lendária da trupe. Inclusive, o entrosamento foi imediato, dissipando qualquer receio inicial sobre a construção dessa amizade em cena.
Certamente, o momento mais marcante para o grupo foi o encontro com o próprio Renato Aragão, que faz uma participação especial na montagem. Com 91 anos, o humorista impressionou o elenco com sua vitalidade e senso de humor intacto. Com isso, a temporada segue como um tributo vibrante a um pavimentador da comédia nacional, unindo gerações que cresceram diante da TV.
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