Lázaro Ramos e sucesso ‘Namíbia, Não!’ estão de volta a Salvador

Cena da peça teatral 'Namíbia, Não!'
Cena da peça teatral 'Namíbia, Não!' - Foto: Victor Balde

O teatro baiano se prepara para um reencontro histórico e emocionante. O aclamado espetáculo Namíbia, Não!, escrito por Aldri Anunciação e dirigido por Lázaro Ramos, retorna ao Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador, nos próximos dias 14 e 15 de abril. Esta montagem especial comemora os 15 anos da peça, que já arrebatou mais de um milhão de espectadores ao redor do mundo.

Com duas únicas apresentações, a obra reafirma sua força no cenário cultural brasileiro. Por isso, os ingressos já estão disponíveis na plataforma Sympla, com previsão de lotação esgotada rapidamente. O texto, que venceu o Prêmio Jabuti em 2013, serviu de base para o impactante filme Medida Provisória, consolidando-se como um marco da dramaturgia contemporânea.

O elenco estelar e as vozes marcantes do espetáculo

No palco, o público acompanha o confinamento dos primos Antônio, interpretado pelo próprio Aldri Anunciação, e André, vivido por Jhonny Salaberg. No entanto, o brilho da peça também reside nas vozes em “off” que pontuam a narrativa. Essas participações especiais trazem nomes gigantescos que marcaram a televisão e o cinema.

O público ouvirá o timbre de autoridade do ator Wagner Moura como o Ministro da Devolução. Além dele, a montagem presta uma homenagem póstuma à eterna Léa Garcia e ao saudoso Pedro Paulo Rangel. Certamente, essas presenças sonoras criam uma atmosfera de nostalgia e densidade interpretativa que tornam o conflito central ainda mais real.

Reflexão e sucesso absoluto nas bilheterias

Para o autor, a expressão “melanina acentuada” surgiu como uma ironia política que acabou ganhando as ruas e a academia. “Essa expressão entra no próprio enredo como critério absurdo de perseguição estatal”, explicou Aldri Anunciação. Devido a essa profundidade, a história não se limitou aos palcos e invadiu as salas de cinema com um elenco de peso, incluindo Taís Araújo, Seu Jorge e Adriana Esteves.

Em 2022, a versão cinematográfica alcançou a marca de segunda maior bilheteria nacional do ano. Com isso, a trajetória de Namíbia, Não! prova que a arte engajada pode, sim, ser um fenômeno de massas. Portanto, a temporada em Salvador é uma oportunidade rara de ver de perto a obra que mudou a forma de pensar o teatro negro no Brasil.

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