Atriz consagrada interrompe espetáculo e dá bronca em espectadora

Atriz consagrada interrompe espetáculo e dá bronca em espectadora
Atriz consagrada interrompe espetáculo e dá bronca em espectadora. Foto: Divulgação

A atriz Soraya Ravenle protagonizou um momento de tensão durante a apresentação do musical “Minha Estrela Dalva”, no Centro Cultural Fiesp, em São Paulo. Enquanto interpretava a icônica Dalva de Oliveira, a artista deu uma bronca direta em uma mulher sentada na primeira fila. O motivo do estresse foi o uso insistente do celular durante grande parte da sessão da última sexta-feira (8).

A artista, conhecida por papéis marcantes em musicais e novelas como “Laços de Família”, não escondeu o incômodo com a falta de atenção. Além da mulher que usava o aparelho, outra espectadora na mesma fileira chegou a filmar trechos da apresentação. Em um momento de improviso, a estrela do palco ironizou a situação diante de todo o teatro.

O momento do confronto e o apoio da plateia

Sem papas na língua, a protagonista questionou a conduta da espectadora diante do público e do ator Renato Borghi, de 89 anos, que também estava em cena. “Não sei se não está interessante”, disparou a intérprete com um tom irônico. Imediatamente, o restante do público presente aplaudiu a atitude da artista, validando o puxão de orelha em quem não largava a tela.

Por outro lado, o uso de aparelhos eletrônicos tem se tornado um pesadelo frequente para quem trabalha nos tablados. No caso de Soraya Ravenle, o brilho da tela na primeira fila quebrava a concentração necessária para o espetáculo escrito por Renato Borghi. Na prática, a luz emitida pelo celular prejudica tanto os colegas de elenco quanto a experiência de quem pagou para assistir.

Onda de artistas que perderam a paciência

A revolta da estrela não é um caso isolado e reflete um comportamento recorrente de outros nomes de peso da dramaturgia. Recentemente, Eduardo Moscovis precisou interromper o monólogo “O Motociclista no Globo da Morte” para tomar uma medida drástica. Ele pediu que um homem se retirasse do teatro após o mesmo ignorar os avisos para desligar o telefone.

Além dele, o ator Mateus Solano também protagonizou uma cena polêmica no ano passado, em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. Durante a peça “O Figurante”, o artista derrubou o celular de uma mulher da plateia. Nesse sentido, ele defende que o teatro é um momento único e não captável, onde a luz externa destrói a imersão da obra.

Até mesmo Miguel Falabella já precisou lidar com a falta de bom senso em suas produções. Ao contracenar com Marisa Orth, o veterano sugeriu que uma pessoa fosse ver o WhatsApp no foyer do teatro em vez de ficar no aplicativo durante a sessão. Atualmente, o debate sobre o uso de tecnologia em ambientes culturais ganha força com essas reações explosivas dos ídolos da TV.

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