O horário das seis ganha uma dose extra de sofisticação e intelecto com a chegada de Emanuelle Araújo. Na nova novela da TV Globo, a atriz dá vida a Marta (Emanuelle Araújo), uma mulher complexa que integra a poderosa família Almeida Borges. Casada com o banqueiro Diógenes (Danton Mello), o homem mais rico e bajulado de Barro Preto, ela transita pela elite local com uma postura que foge aos padrões da época.
Marta (Emanuelle Araújo) possui hábitos cosmopolitas e se mantém sempre atualizada com as novidades culturais das grandes cidades. No entanto, sua verdadeira força reside na sensatez diante das limitações impostas ao feminino na década de 1920. Ela compreende seu lugar na hierarquia social, mas já acena para uma compreensão de que a realidade das mulheres pode ser diferente.
Intelecto e vanguarda na mesa de jantar
A construção da personagem revela uma mulher que utiliza a cultura como ferramenta de distinção e resistência. Enquanto as conversas à mesa de jantar costumam ser dominadas pelo universo masculino, Marta (Emanuelle Araújo) surpreende ao citar autores como Oswald de Andrade. Essa inclinação artística reflete sua busca pelo contemporâneo e por uma visão mais moderna de mundo.
Além disso, seu figurino traduz visualmente essa vanguarda através de uma elegância art déco. Marta (Emanuelle Araújo) prioriza o uso de calças pantalonas e listras, escolhas que a distanciam do tradicionalismo de Barro Preto. Por isso, ela acaba se tornando uma referência para as outras mulheres da cidade, sendo constantemente copiada por figuras como Graça (Fabiana Karla), que tenta, sem sucesso, emular seu estilo refinado.
O desafio de criar Virgínia e os conflitos familiares
A relação de Marta (Emanuelle Araújo) com a filha Virgínia (Theresa Fonseca) promete momentos de tensão e reflexão. Embora tenha criado a jovem dentro dos moldes da burguesia e das “boas maneiras”, Marta percebe que a filha muitas vezes ultrapassa os limites da sensatez. Ela mantém um olhar atento e crítico sobre as atitudes mimadas da herdeira.
A personagem se mostra uma mulher atenta à diferença e nutre o entendimento de que, talvez, aquilo que foi ensinado a ela mesma durante sua vida não seja o melhor caminho. Sendo este o seu segundo papel de sotaque nordestino, Emanuelle Araújo (Emanuelle Araújo) traz naturalidade para uma mãe que questiona as próprias raízes educacionais para enxergar um futuro mais consciente. Certamente, essa lucidez de Marta será fundamental para equilibrar os excessos da família Almeida Borges.
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