O interior do Rio Grande do Norte ganha uma figura de autoridade inquestionável com a chegada de Cássio Gabus Mendes. Na nova novela das seis da TV Globo, o veterano interpreta Casemiro Bonafé (Cássio Gabus Mendes), o dono do Engenho Santa Fé e padrinho do mocinho Tonho (Ronald Sotto). No entanto, por trás da fachada de homem poderoso, reside um pai profundamente ferido pelas expectativas frustradas em relação ao herdeiro.
Em entrevista exclusiva ao Bastidores da Televisão, Cássio revelou que o motor de seu personagem é o amargor de não ver o filho seguir seus passos. “Ele tem um caminho em cima da decepção com relação ao filho, a decepção que gera um conflito muito forte”, explicou o ator. Casemiro (Cássio Gabus Mendes) nutria a certeza de que Mirinho (Nicolas Prattes) continuaria a história da família, mas encontra um jovem bon-vivant que só pensa em aproveitar sua fortuna.
Vilania ou sofrimento? O dilema de um pai rígido
A conduta de Casemiro (Cássio Gabus Mendes) pode soar dura para quem observa de fora, mas o ator defende que não se trata de maldade gratuita. “Dali pode-se confundir com um tipo de vilania, como é que pode um pai falar assim, mas com as pessoas ao lado ele é muito justo”, ponderou Cássio. Segundo ele, em um universo fechado como o de Barro Preto, o sentimento de frustração ganha proporções gigantescas e acaba se confundindo com a vilania.

Por outro lado, o fazendeiro demonstra uma face muito mais humana e generosa com seus subordinados. Ele mantém uma consideração enorme pelos empregados do engenho e elegeu Tonho (Ronald Sotto) como seu braço direito e homem de confiança. Essa preferência pelo afilhado, inclusive, é o que alimenta o ódio e a inveja de Mirinho (Nicolas Prattes).
Influência da esposa e embates políticos
Apesar de sua força, Casemiro (Cássio Gabus Mendes) não está imune às manipulações dentro de casa. Ele é constantemente influenciado pela esposa ambiciosa, Graça (Fabiana Karla), que faz de tudo para favorecer o filho preferido. Além disso, o fazendeiro terá um papel crucial no progresso da cidade ao apoiar José (Bukassa Kabengele) na implantação da luz elétrica, batendo de frente com o conservadorismo do prefeito Bartô (Fábio Lago).
Sob essa ótica, Cássio Gabus Mendes (Cássio Gabus Mendes) entrega um personagem rústico, cujos coletes remetem às cores da terra e cuja alma está presa a um passado de glórias familiares. Certamente, o embate geracional entre pai e filho será um dos pontos altos de A Nobreza do Amor, que estreia no dia 16 de março.
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