NandaTsunami fecha Supernova e coroa noite feminina no Rock in Rio

NandaTsunami fecha Supernova e coroa noite feminina no Rock in Rio
NandaTsunami fecha Supernova e coroa noite feminina no Rock in Rio. Foto: Dani Ferreira

NandaTsunami encerrou a programação do Palco Supernova nesta sexta-feira (11), no Rock in Rio 2026. A rapper paulista subiu ao palco às 20h10 como principal nome de uma noite formada exclusivamente por mulheres, que também recebeu Muse Maya, Isa Buzzi e Ananda ao longo do dia.

A apresentação colocou a artista diante de um público maior justamente no momento em que sua carreira atravessa uma fase de expansão. Aos 26 anos, Nanda chegou ao festival depois de transformar P.I.T.T.Y. (Parecendo Uma Cafetina) em seu maior sucesso e ampliar o alcance de um repertório que mistura trap, funk paulista, pop e elementos eletrônicos.

“P.I.T.T.Y.” impulsionou NandaTsunami antes do festival

Embora já viesse construindo sua trajetória no rap, NandaTsunami ganhou uma projeção muito maior com P.I.T.T.Y. (Parecendo Uma Cafetina). A faixa viralizou nas redes sociais e passou a circular especialmente em conteúdos ligados a moda, comportamento e autoestima.

Além disso, o desempenho saiu rapidamente do universo das trends. O próprio Rock in Rio destacou que a música havia ultrapassado 50 milhões de reproduções antes do festival, enquanto números mais recentes do Spotify colocavam Nanda acima de 3 milhões de ouvintes mensais.

A letra também resume parte da identidade que a rapper vem construindo. Em vez de suavizar opiniões ou relações amorosas, Nanda trabalha com frases diretas, ironia e experiências próprias. Por isso, temas como autonomia feminina, desejo, autoestima e espiritualidade aparecem com frequência em seu catálogo.

Álbum mostrou outro lado da rapper

Antes de chegar ao Rock in Rio, Nanda também lançou seu primeiro álbum completo, É Disso Que Eu Me Alimento, em julho de 2025. O disco parte do trap, mas atravessa bounce, afrobeat e house enquanto acompanha diferentes etapas de uma relação, do desejo à ruptura e à recuperação emocional.

Já em 2026, a artista manteve a sequência de lançamentos e apareceu em novas colaborações. Ao mesmo tempo, levou a própria música para fora do país em sua primeira turnê europeia, com apresentações em cidades de Portugal, Inglaterra, Espanha, França, Irlanda e Alemanha.

Dessa forma, a chegada ao Rock in Rio aconteceu em meio a uma agenda que já havia deixado de se limitar ao circuito nacional.

Supernova teve programação formada apenas por mulheres

A escalação desta sexta também deu outro peso ao show de encerramento. NandaTsunami fechou uma programação 100% feminina no Supernova, algo destacado pelo festival antes mesmo do início do segundo fim de semana. Muse Maya abriu os trabalhos às 14h30, Isa Buzzi entrou às 16h e Ananda assumiu o palco às 18h.

O Supernova funciona justamente como espaço de descoberta e projeção de artistas em ascensão. Nesta edição, o palco passou por rock, punk, MPB, funk, trap e música urbana, reunindo nomes como Alee, Melly, MC Taya, Delacruz, Milo J e Lourena.

Na sexta-feira, porém, a última palavra ficou com Nanda. Embalada pelo momento de P.I.T.T.Y. e pela expansão de sua carreira, a rapper encerrou o dia feminino do Supernova como um dos nomes que melhor representam a atual conexão entre rap, internet e cultura pop brasileira.

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