A estreia de Rebeca Jamir no cinema nacional carrega uma intensidade impressionante. A atriz recifense é um dos destaques de “O Filho de Mil Homens”, adaptação da obra de Valter Hugo Mãe que chegou à Netflix nesta quarta-feira (19). Para interpretar a complexa personagem Isaura, ela mergulhou em um processo rigoroso de preparação. Inclusive, a entrega foi tamanha que resultou na perda de oito quilos em apenas um mês e meio.
Uma transformação física e emocional
A atriz buscou aproximar seu corpo da descrição literária da personagem. De fato, Isaura é uma mulher colocada à margem da sociedade e rejeitada pela família. Por isso, Rebeca Jamir decidiu alterar seus hábitos alimentares com acompanhamento médico. Segundo a artista, o desafio exigiu resiliência, já que ela sempre teve receio de dietas restritivas.
No entanto, a mudança física foi apenas uma camada desse trabalho. A conexão com o papel foi profunda e imediata. Embora não conhecesse o livro antes do convite, ela se tornou fã da obra rapidamente. Consequentemente, leu o romance cinco vezes antes de entrar no set. Dessa forma, cada leitura serviu a um propósito específico para a construção da atuação.
O silêncio e a força feminina
A personagem chama a atenção por reagir às violências da vida com o silêncio. Nesse sentido, a atriz refletiu sobre a importância da voz feminina. Afinal, o silêncio excessivo de Isaura leva a diversos transtornos emocionais. Para Rebeca Jamir, é fundamental que as mulheres aprendam a se escutar e a se nutrir de afeto.
Ela destaca que a tristeza da personagem gera empatia no público. Além disso, a esperança de Isaura em trilhar um novo caminho emociona profundamente. Assim, o desejo de encontrar esse lugar antagônico dentro de si foi arrebatador para a intérprete.
Bastidores estrelados e desafios no set
A experiência marcou a carreira da recifense, que vem do teatro. Ela contracena diretamente com o protagonista Crisóstomo (Rodrigo Santoro). Também divide a tela com nomes consagrados como Grace Passô, Johnny Massaro e Carlos Francisco. Sobretudo, a direção de Daniel Rezende foi essencial para manter o clima leve.
O diretor teve um papel crucial em momentos de tensão dramática. Ele garantiu que a equipe construísse memórias com alegria, mesmo diante de cenas tristes. Contudo, os desafios técnicos também existiram. Em uma das sequências favoritas da atriz, ela precisou atuar sob ventos de 80 km/h. Ainda assim, manteve a serenidade exigida pela cena, provando sua entrega total ao projeto.
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