Astros de Hollywood enfrentam processo grave por filme da Netflix

Ben Affleck e Matt Damon enfrentam um processo judicial por 'Dinheiro Suspeito'.
Ben Affleck e Matt Damon enfrentam um processo judicial por 'Dinheiro Suspeito'. Foto: Roy Rochlin/Getty Images for Netflix)

Os astros Ben Affleck e Matt Damon enfrentam um processo judicial complicado movido por dois sargentos da polícia de Miami. Jason Smith e Jonathan Santana, do Departamento de Polícia de Miami-Dade, acusam a produtora Artists Equity de difamação no filme Dinheiro Suspeito. Os oficiais afirmam que a obra utiliza elementos de uma investigação real para retratá-los como criminosos perigosos.

O longa-metragem estreou na Netflix em janeiro e apresenta um aviso de que a trama possui inspiração em eventos reais. Na prática, a história remete a uma operação de 2016, onde a equipe de Santana e Smith apreendeu mais de US$ 21 milhões. O dinheiro estava escondido em baldes cor de laranja no sótão de um traficante, detalhe que o filme reproduz fielmente.

Realidade versus ficção nos tribunais

A discórdia central reside no comportamento dos personagens após a apreensão histórica de dinheiro vivo. No filme, os policiais conspiram para roubar a quantia, colaboram com cartéis e até cometem assassinatos de supervisores. Por outro lado, os sargentos reais afirmam que essas subtramas ficcionais destroem suas reputações construídas ao longo de décadas de serviço.

Jonathan Santana, que dedica 21 anos de sua vida à corporação, revelou estar enojado com a representação cinematográfica. Segundo o oficial, conhecidos e colegas agora questionam com quantos baldes de dinheiro ele realmente ficou na época. Além disso, o processo alega que o filme causa danos profissionais irreparáveis, já que a ética é o pilar fundamental da carreira policial.

Bastidores da produção e defesa jurídica

Durante a preparação para o papel, Matt Damon e Ben Affleck passaram um tempo com o capitão Chris Casiano. O oficial atuou como consultor técnico da obra, mas o processo alega que ele não participou da investigação original. Com isso, os autores da ação pedem indenizações por danos morais e materiais em valores que ainda permanecem sob sigilo.

Apesar da gravidade das acusações, especialistas indicam que os policiais enfrentarão dificuldades para vencer a batalha judicial. Como o filme utiliza nomes fictícios e se declara apenas “inspirado em” fatos, a liberdade de expressão protege a obra. Por isso, os sargentos precisam provar que o público associa automaticamente as condutas criminosas às suas identidades reais.

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